rotulado
entitulado
carimbado
estigmatizado
taxado
analisado
simplificado
explicado
demarcado
decretado
marcado
assinalado
fixado
manchado
pixado
designado
apontado
nomeado
qualificado
julgado
ado
ad
o
mas hein?
quem mesmo que pode definir o que é e o que não é. quem sabe se somos isso ou aquilo ou se não somos isso ou aquilo? ser no sentido de existir. me parece pretensão mesmo rotular o outro quando rótulos pessoais podem ser tão inconsistentes. é como se numa mesma garrafa, pudéssemos colocar vários rótulos, um pra cada bebedor, já que a experiência é algo sempre tão individual. então, se for isso verdade, quem tem a melhor percepção? E quem, acima deste, julgou previamente pra dizer que é a melhor? Quem assistiu O diabo veste Prada vai saber do que eu estou falando. Aquela mulher (tão fina que é até uma ofensa compará-la ao cão chupando manga) é o próprio cume ditatorial do que é e do que não é. Lá de cima sussura seus pensamentos e eles vêm descendo, passando por outros até o pobre do réu. ROTULADO! Acho que quando o assunto é bom ou mal e lamentável gosto, vá lá... a gente até consegue rir no final. Mas e quando falamos dos rótulos que tentam colocar na gente? Tudo bem que tudo tem o seu lugar, nem sempre próprio, mas tendemos mesmo a querer organizar coisas e pessoas de uma forma ou de outra. "Esse faz parte desse grupo e aquele daquele". Que alívio que dá! Como precisávamos desesperadamente fazer isso, afinal de contas se assim não fosse, não ia nem dar pra dormir à noite... Que necessidade! Por outro lado, tem gente que pede. Tem gente que é tão óbvia que entrou na fila do rotulamento umas 38 vezes e meia e ainda ficou com um gostinho de quero mais. Mas e quem faz questão de errar o caminho? Esses sabem que rótulos são sufocantes e altamente restritivos. íu! São tão livres, mesmo que só dentro da sua própria maison des images, que sabem que não dá pra restringir o que se espalha, o que pulsa em novas formas o tempo todo... Mas, pensando bem, isso faz mesmo sentindo. Acho que isso não é difícil de entender, mas então, por quê será que insistem, hein?
mas hein?
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