Wednesday, January 31, 2007
a pequena e o gigante
o gigante usa uma roupa de aço.
protege o seu coração.
a pequena não tem uma visão especial que promova a proeza de conseguir ver através dela.
não estou certa se há quem consiga.
pela falta de visão talvez a pequena tenha magoado o coração gigante com palavras.
ela não conseguiu ver além da roupa de aço.
talvez um pedido de desculpe não resolva, porque as palavras são como flechas que depois que atiradas ninguém consegue mais fazê-las voltar.
ela espera que o estrago não tenha sido grande.
ela espera que não tenha havido estrago.
ela espera não ter machucado o gigante já fragilidado.
humildade dele que veio buscar a paz.
mas a paz exige sinceridade e transparência.
as palavras de mansidão passearam no diálogo,
mas a sinceridade pode ter sido seu algoz.
perdão.
ela não quer ver dor nos olhos do gigante.
os olhos sempre devem ser verdes de esperança,
e não cinza de lutas.
por ser pequena talvez seja difícil enxergar o gigante como um todo.
e pra ver melhor o gigante,
talvez seja preciso ver de longe.
talvez.
o gigante vê muito bem a pequena,
porém demora demais a descrevê-la.
mas quando descreve, fala com detalhes acurados.
sua visão é privilegiada.
mas vem a pergunta,
o que será da pequena e do gigante?
o tempo vai continuar escrevendo os capítulos,
mas nos folhetins que assim começaram,
geralmente os autores designam cada um para uma terra diferente.
viverão somente na lembrança um do outro.
talvez das incertezas de quais degraus poderiam ter trazido um pra mais perto do outro.
ou talvez na certeza de que é melhor assim.
cada um com sua perspectiva da vida.
cada um com os seus iguais.
talvez.
talveZ.
.
protege o seu coração.
a pequena não tem uma visão especial que promova a proeza de conseguir ver através dela.
não estou certa se há quem consiga.
pela falta de visão talvez a pequena tenha magoado o coração gigante com palavras.
ela não conseguiu ver além da roupa de aço.
talvez um pedido de desculpe não resolva, porque as palavras são como flechas que depois que atiradas ninguém consegue mais fazê-las voltar.
ela espera que o estrago não tenha sido grande.
ela espera que não tenha havido estrago.
ela espera não ter machucado o gigante já fragilidado.
humildade dele que veio buscar a paz.
mas a paz exige sinceridade e transparência.
as palavras de mansidão passearam no diálogo,
mas a sinceridade pode ter sido seu algoz.
perdão.
ela não quer ver dor nos olhos do gigante.
os olhos sempre devem ser verdes de esperança,
e não cinza de lutas.
por ser pequena talvez seja difícil enxergar o gigante como um todo.
e pra ver melhor o gigante,
talvez seja preciso ver de longe.
talvez.
o gigante vê muito bem a pequena,
porém demora demais a descrevê-la.
mas quando descreve, fala com detalhes acurados.
sua visão é privilegiada.
mas vem a pergunta,
o que será da pequena e do gigante?
o tempo vai continuar escrevendo os capítulos,
mas nos folhetins que assim começaram,
geralmente os autores designam cada um para uma terra diferente.
viverão somente na lembrança um do outro.
talvez das incertezas de quais degraus poderiam ter trazido um pra mais perto do outro.
ou talvez na certeza de que é melhor assim.
cada um com sua perspectiva da vida.
cada um com os seus iguais.
talvez.
talveZ.
.
cansaço
estou cansada.
dia longo, mas tão produtivo...
gostoso ver a vida acontecendo. as amizades crescendo. laços fortalecendo.
gostoso ver o crescimento da gente, mesmo que rapidinho, num espasmo de tempo pra respirar e continuar trabalhando.
gostoso chegar no final do dia cansada, com as costas doendo, os olhos ardendo, a tendinite dando sinal de vida, e apesar disso estar feliz.
os deveres do dia foram cumpridos e a tarefa mais difícil agora é desacelerar pra dormir.
estou cansada.
mas melhor estar cansada e feliz,
do que parar essa frase no primeiro adjetivo.
é bom estar feliz.
.
dia longo, mas tão produtivo...
gostoso ver a vida acontecendo. as amizades crescendo. laços fortalecendo.
gostoso ver o crescimento da gente, mesmo que rapidinho, num espasmo de tempo pra respirar e continuar trabalhando.
gostoso chegar no final do dia cansada, com as costas doendo, os olhos ardendo, a tendinite dando sinal de vida, e apesar disso estar feliz.
os deveres do dia foram cumpridos e a tarefa mais difícil agora é desacelerar pra dormir.
estou cansada.
mas melhor estar cansada e feliz,
do que parar essa frase no primeiro adjetivo.
é bom estar feliz.
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Tuesday, January 30, 2007
perfeição
não sou perfeita.
também não gostaria de ser.
cometo erros de português,
e sempre que vou escrever rhythm em inglês
tenho que pensar duas vezes, pra não errar.
mesmo assim, às vezes eu erro.
cometo muitos erros.
erros de muitos tipos.
todos os dias.
tenho vergonha de alguns,
de outros não.
e muitas vezes, nem percebo na hora que errei.
só depois
nem sempre falo a coisa certa,
na hora certa, com a intonação certa.
não sou perfeita.
e ui...
também não gostaria de ser.
seria difícil demais pra mim
viver pra alcançar as expectativas
de quem espera isso de mim.
digo isso porque já fui acusada de ser perfeita algumas vezes.
não gostei do julgamento.
pesado demais.
estranho demais.
irreal demais.
quem considera o outro perfeito
é porque ainda tem que aprender um bocado na vida.
porque perfeito aqui nessa terra,
só um foi, que foi Cristo.
o rótulo da perfeição pode isolar,
te fazer sempre pisar em ovos...
e da noite pro dia te fazer sentir como um impostor,
numa reação de algo quase imposto à você.
- perfeito, eu? tem certeza?
- sim.
- já que você diz então...
e daí começa um tal de sou-não-sou,
posso-não-devo,
quero-e-não-vou,
porque não se sabe mais que se é de verdade
mas tenta-se viver numa casca que o outro disse que era sua.
loucura!
prefiro elogios como "maravilhosa", "linda",
coisas que até dá pra qualquer um aceitar,
porque quem ama o feio, bonito lhe parece,
mas "perfeita", jamais!
porém, muitas mulheres ainda sonham com o par perfeito,
o príncipe encantando,
com um richard gere da vida chegando numa limousine
com um bouquet de rosas vermelhas gritando o nome da princesa
pelas ruas (por que será que essa cena está gravada
na cabeça de todas as mulheres que viram "uma linda mulher"?)
enfim, hoje eu sei que príncipe... não existe nenhum no meu continente,
e que os homens, todos, têm muitos gases,
e aparentemente se gabam disso,
basta dar uma brecha pra saber o quanto isso é verdade.
bem, só isso bastaria pra ver que perfeição humana
ou divina e só aconteceu uma vez por essas bandas de cá,
ou só se encontra no dicionário.
não sou perfeita.
também não gostaria de ser.
ainda bem que cometo meus erros.
porque assim eu sei que enxergo o outro melhor.
através dos seus erros.
ainda bem que cometo meus erros,
porque posso escrever algo errado e ser corrigida,
e por isso não ter vergonha de corrigir quem eu quero bem também.
ainda bem que cometo meus erros.
ia ser muito chato ser perfeita.
ainda bem que me permito sentir e viver
a minha humanidade de uma forma verdadeira,
ainda não perfeita,
mas numa plenitude que nem achei que existia.
ainda bem que erro pra caramba,
mas tento não errar os mesmos erros duas vezes.
porque de cada um deles,
tento tirar uma lição
e tocar pra frente.
ainda bem que quem me conhece de verdade,
sabe que não sou perfeita.
e convive bem com isso.
ainda bem que sou real
e tenho amigos de verdade,
de carne e osso e limitações,
como eu.
e ainda bem que sei que eles sabem que eu sei
que apesar de saber que eles nem eu somos perfeitos,
nos amamos tanto assim.
mas o amor sim...
é um capítulo à parte...
ele é o vínculo da perfeição,
e é ele quem me une aos meus,
tornando nossa ligação,
nossa sintonia, nosso dia-a-dia,
e nossa convivência em uma história perfeita
pra se contar e recontar no futuro.
mas, infelizmente não sou perfeita
pra lembrar de cada detalhe que acontece
nesses momentos perfeitos.
por isso escrevo.
pra lembrar-me deles depois.
ainda bem que posso escrever.
porque não sou perfeita.
também não gostaria de ser.
.
também não gostaria de ser.
cometo erros de português,
e sempre que vou escrever rhythm em inglês
tenho que pensar duas vezes, pra não errar.
mesmo assim, às vezes eu erro.
cometo muitos erros.
erros de muitos tipos.
todos os dias.
tenho vergonha de alguns,
de outros não.
e muitas vezes, nem percebo na hora que errei.
só depois
nem sempre falo a coisa certa,
na hora certa, com a intonação certa.
não sou perfeita.
e ui...
também não gostaria de ser.
seria difícil demais pra mim
viver pra alcançar as expectativas
de quem espera isso de mim.
digo isso porque já fui acusada de ser perfeita algumas vezes.
não gostei do julgamento.
pesado demais.
estranho demais.
irreal demais.
quem considera o outro perfeito
é porque ainda tem que aprender um bocado na vida.
porque perfeito aqui nessa terra,
só um foi, que foi Cristo.
o rótulo da perfeição pode isolar,
te fazer sempre pisar em ovos...
e da noite pro dia te fazer sentir como um impostor,
numa reação de algo quase imposto à você.
- perfeito, eu? tem certeza?
- sim.
- já que você diz então...
e daí começa um tal de sou-não-sou,
posso-não-devo,
quero-e-não-vou,
porque não se sabe mais que se é de verdade
mas tenta-se viver numa casca que o outro disse que era sua.
loucura!
prefiro elogios como "maravilhosa", "linda",
coisas que até dá pra qualquer um aceitar,
porque quem ama o feio, bonito lhe parece,
mas "perfeita", jamais!
porém, muitas mulheres ainda sonham com o par perfeito,
o príncipe encantando,
com um richard gere da vida chegando numa limousine
com um bouquet de rosas vermelhas gritando o nome da princesa
pelas ruas (por que será que essa cena está gravada
na cabeça de todas as mulheres que viram "uma linda mulher"?)
enfim, hoje eu sei que príncipe... não existe nenhum no meu continente,
e que os homens, todos, têm muitos gases,
e aparentemente se gabam disso,
basta dar uma brecha pra saber o quanto isso é verdade.
bem, só isso bastaria pra ver que perfeição humana
ou divina e só aconteceu uma vez por essas bandas de cá,
ou só se encontra no dicionário.
não sou perfeita.
também não gostaria de ser.
ainda bem que cometo meus erros.
porque assim eu sei que enxergo o outro melhor.
através dos seus erros.
ainda bem que cometo meus erros,
porque posso escrever algo errado e ser corrigida,
e por isso não ter vergonha de corrigir quem eu quero bem também.
ainda bem que cometo meus erros.
ia ser muito chato ser perfeita.
ainda bem que me permito sentir e viver
a minha humanidade de uma forma verdadeira,
ainda não perfeita,
mas numa plenitude que nem achei que existia.
ainda bem que erro pra caramba,
mas tento não errar os mesmos erros duas vezes.
porque de cada um deles,
tento tirar uma lição
e tocar pra frente.
ainda bem que quem me conhece de verdade,
sabe que não sou perfeita.
e convive bem com isso.
ainda bem que sou real
e tenho amigos de verdade,
de carne e osso e limitações,
como eu.
e ainda bem que sei que eles sabem que eu sei
que apesar de saber que eles nem eu somos perfeitos,
nos amamos tanto assim.
mas o amor sim...
é um capítulo à parte...
ele é o vínculo da perfeição,
e é ele quem me une aos meus,
tornando nossa ligação,
nossa sintonia, nosso dia-a-dia,
e nossa convivência em uma história perfeita
pra se contar e recontar no futuro.
mas, infelizmente não sou perfeita
pra lembrar de cada detalhe que acontece
nesses momentos perfeitos.
por isso escrevo.
pra lembrar-me deles depois.
ainda bem que posso escrever.
porque não sou perfeita.
também não gostaria de ser.
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Sunday, January 28, 2007
junto e longe
estar junto, fisicamente pode significar tantas coisas. pode ser uma necessidade, um desejo, fuga, busca, presença e solidão. algumas pessoas parecem ter o dom de não estar presentes quando estão junto. ninguém aprisiona a alma, é verdade, nem mesmo o próprio corpo de quem a carrega. por outro lado o corpo pode ser conduzido a cerimoniais indesejados, ou compromissos forçados, e o que deveria ser prazer, passa a ser uma obrigação social e o sorriso, que deveria ser sicero, passa a ser a máscara bem moldada no rosto.
o corpo só deveria ir onde a alma deseja estar, para que os encontros sempre fossem os mais prazeirosos e livres possíveis.
ao que me parece, acompanho um caso desses de perto hoje e confesso que levei algum tempo para entender como essa distância faz o indivíduo vazio e sem brilho por dentro. ele se torna mecânico e frio. talvez seja mesmo a alma quem aquece o coração e faz o olhar ter vida.
diante dessa situação, não há um relacionamento real, já que ao meu ver, um relacionamento verdadeiro é o encontro de duas almas. a minha está presente, mas a do outro, vai saber por onde anda. talvez até perdida do seu dono. coisa triste mudar-se e não deixar o endereço para a sua alma.
por isso, fico só. aliás, só não, porque tenho a companhia de mim mesma o tempo todo. fico então cercada de menos uma pessoa. porque apesar de estar tão perto, permanece tão longe de si.
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o corpo só deveria ir onde a alma deseja estar, para que os encontros sempre fossem os mais prazeirosos e livres possíveis.
ao que me parece, acompanho um caso desses de perto hoje e confesso que levei algum tempo para entender como essa distância faz o indivíduo vazio e sem brilho por dentro. ele se torna mecânico e frio. talvez seja mesmo a alma quem aquece o coração e faz o olhar ter vida.
diante dessa situação, não há um relacionamento real, já que ao meu ver, um relacionamento verdadeiro é o encontro de duas almas. a minha está presente, mas a do outro, vai saber por onde anda. talvez até perdida do seu dono. coisa triste mudar-se e não deixar o endereço para a sua alma.
por isso, fico só. aliás, só não, porque tenho a companhia de mim mesma o tempo todo. fico então cercada de menos uma pessoa. porque apesar de estar tão perto, permanece tão longe de si.
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quintana
como gosto dele... ele fala por mim. aqui um check-list das coisas mais comuns da vida. coisas que fazemos sem pensar, mas que é sempre bom saber, que é mais comum do que se imagina. somos todos tão diferentes, mas tão ordinariamente iguais.
Um dia
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que não te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...um dia descobrimos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana
.
Um dia
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que não te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...um dia descobrimos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana
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braços abertos
estou de braços abertos.
para coisas que julgo boas e que estão vindo.
para novas oportunidades.
para novas experiências.
para a nova vida que não pára de acontecer diante de mim, insistindo em se tornar nova muitas vezes e novamente num pequeno espaço de tempo.
mas também estou de braços abertos para pessoas.
para os novos que chegam e não sei bem onde vão repousar na minha vida.
para os que há pouco chegaram e que regularmente encontro.
para os meus amigos de muito e de pouco tempo também.
é bom estar de braços abertos, em paz, para esses AMIGOS, que já chegaram "lá" e estão aqui.
digo que é bom estar de braços abertos porque só assim consigo abraçar tudo isso.
porém, há outro motivo que me faz querer estar de braços abertos: o de dar a liberdade pra qualquer um de ir embora.
às vezes é preciso mesmo ir embora.
deixar os amigos irem embora não é uma tarefa fácil,
porém se eles quiserem ir, posso até tentar puxar de volta,
mostrar-lhes meu coração ao invés de fórmulas complicadas
e esperar que fiquem.
no entanto, se mesmo assim, quiserem partir, deixo-os ir graciosamente,
desejando-lhes um caminho abençoado e amigos de verdade por onde forem,
e que de tempos em tempos, possa saber como estão.
fico triste, respiro fundo e lembro que poucas coisas na vida são definitivas
e que, quem sabe, talvez um dia voltem, ou nos reencontremos e possamos lembrar
da vida que aproveitamos juntos.
para os que decidem ficar a cada dia, estendo uma mão e pego um fósforo
e com a outra mão, os fogos de artifício e faço uma festa aqui dentro.
porém, existe o outro lado: os relacionamentos de superfície. superfície da alma, superfície e periferia das lembranças. sempre existiram e sempre existirão.
mas estou de braços abertos. e ponto.
braços abertos para talvez esbarrar o cotovelo em um desses e quem sabe um dia poder tê-los dentro do meu abraço, numa decisão de nós dois.
não preciso de superficialismo na minha vida.
ele existe, mas racionalizo que para dar e receber é necessário que haja duas pessoas e um acordo mútuo, mas, entendo que nem todos têm essa disposição.
eu tenho, e o que quero ao invés do esbarrão do superficialismo, é do calor de alguns, que depois das primeiras impressões queiram ir até nem eu mesma sei que existo.
estou de braços abertos
porque só quero no meu abraço
os que me querem por perto.
estou de braços abertos
porque só quero perto
os quem queira, de verdade, o meu abraço.
como a borboleta no jardim de quintana*,
seja a liberdade que ofereço a porta dos que desejam ficar.
não pretendo (e nem quero) aprisionar a alma dos meus queridos no meu mundo.
pelo contrário.
vou continuar de braços abertos
porque isso põe à prova a minha coragem,
e o mundo já está cheio dos covardes.
vou continuar de braços abertos
por amor.
porque isso exige de mim segurança e mais amor.
e esses dois sustentam meus braços.
vou continuar de braços abertos
porque sei que os que querem ficar lá dentro merecem ser festejados
e gasto um tempo delicioso celebrando aqui e acolá.
vou continuar de braços abertos
até que se fechem, pois sei que um dia qualquer isso vai acontecer.
e quando acontecer, sei que num grande abraço partirei feliz
tendo certeza de que amei e fui amada.
de que dei e recebi.
de que cumpri, da forma que julguei ser a melhor,
meu papel com quem em mim depositou sua confiança e amizade.
mas, ainda não quero pensar nessas coisas,
é verdade.
mas continuo de braços abertos antecipando esse último dia.
espero ainda me surpreender muito comigo mesma e com os outros até lá,
porque surpresas boas nunca são demais.
espero ainda transmitir e receber muito calor.
espero ainda me entrelaçar nos braços de muitos e lá ficam por um bom tempo.
espero ainda dividir e somar vida com vida.
espero ainda esperar muitas coisas boas,
coisas que ainda não vi, nem vivi.
surpresas que a vida e as sementes que planto ainda vão me fazer ver.
espero ainda poder dizer, como digo hoje com cada letra,
que tem valido à pena continuar de braços abertos.
e é assim que continuo, depois que terminar esse post,
e amanhã, e depois de amanhã, assim espero,
de braços abertos.
.
* Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana
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para coisas que julgo boas e que estão vindo.
para novas oportunidades.
para novas experiências.
para a nova vida que não pára de acontecer diante de mim, insistindo em se tornar nova muitas vezes e novamente num pequeno espaço de tempo.
mas também estou de braços abertos para pessoas.
para os novos que chegam e não sei bem onde vão repousar na minha vida.
para os que há pouco chegaram e que regularmente encontro.
para os meus amigos de muito e de pouco tempo também.
é bom estar de braços abertos, em paz, para esses AMIGOS, que já chegaram "lá" e estão aqui.
digo que é bom estar de braços abertos porque só assim consigo abraçar tudo isso.
porém, há outro motivo que me faz querer estar de braços abertos: o de dar a liberdade pra qualquer um de ir embora.
às vezes é preciso mesmo ir embora.
deixar os amigos irem embora não é uma tarefa fácil,
porém se eles quiserem ir, posso até tentar puxar de volta,
mostrar-lhes meu coração ao invés de fórmulas complicadas
e esperar que fiquem.
no entanto, se mesmo assim, quiserem partir, deixo-os ir graciosamente,
desejando-lhes um caminho abençoado e amigos de verdade por onde forem,
e que de tempos em tempos, possa saber como estão.
fico triste, respiro fundo e lembro que poucas coisas na vida são definitivas
e que, quem sabe, talvez um dia voltem, ou nos reencontremos e possamos lembrar
da vida que aproveitamos juntos.
para os que decidem ficar a cada dia, estendo uma mão e pego um fósforo
e com a outra mão, os fogos de artifício e faço uma festa aqui dentro.
porém, existe o outro lado: os relacionamentos de superfície. superfície da alma, superfície e periferia das lembranças. sempre existiram e sempre existirão.
mas estou de braços abertos. e ponto.
braços abertos para talvez esbarrar o cotovelo em um desses e quem sabe um dia poder tê-los dentro do meu abraço, numa decisão de nós dois.
não preciso de superficialismo na minha vida.
ele existe, mas racionalizo que para dar e receber é necessário que haja duas pessoas e um acordo mútuo, mas, entendo que nem todos têm essa disposição.
eu tenho, e o que quero ao invés do esbarrão do superficialismo, é do calor de alguns, que depois das primeiras impressões queiram ir até nem eu mesma sei que existo.
estou de braços abertos
porque só quero no meu abraço
os que me querem por perto.
estou de braços abertos
porque só quero perto
os quem queira, de verdade, o meu abraço.
como a borboleta no jardim de quintana*,
seja a liberdade que ofereço a porta dos que desejam ficar.
não pretendo (e nem quero) aprisionar a alma dos meus queridos no meu mundo.
pelo contrário.
vou continuar de braços abertos
porque isso põe à prova a minha coragem,
e o mundo já está cheio dos covardes.
vou continuar de braços abertos
por amor.
porque isso exige de mim segurança e mais amor.
e esses dois sustentam meus braços.
vou continuar de braços abertos
porque sei que os que querem ficar lá dentro merecem ser festejados
e gasto um tempo delicioso celebrando aqui e acolá.
vou continuar de braços abertos
até que se fechem, pois sei que um dia qualquer isso vai acontecer.
e quando acontecer, sei que num grande abraço partirei feliz
tendo certeza de que amei e fui amada.
de que dei e recebi.
de que cumpri, da forma que julguei ser a melhor,
meu papel com quem em mim depositou sua confiança e amizade.
mas, ainda não quero pensar nessas coisas,
é verdade.
mas continuo de braços abertos antecipando esse último dia.
espero ainda me surpreender muito comigo mesma e com os outros até lá,
porque surpresas boas nunca são demais.
espero ainda transmitir e receber muito calor.
espero ainda me entrelaçar nos braços de muitos e lá ficam por um bom tempo.
espero ainda dividir e somar vida com vida.
espero ainda esperar muitas coisas boas,
coisas que ainda não vi, nem vivi.
surpresas que a vida e as sementes que planto ainda vão me fazer ver.
espero ainda poder dizer, como digo hoje com cada letra,
que tem valido à pena continuar de braços abertos.
e é assim que continuo, depois que terminar esse post,
e amanhã, e depois de amanhã, assim espero,
de braços abertos.
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* Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana
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Saturday, January 27, 2007
bom de ler
recebemos e gostamos desse txt e depois de lê-lo temos tentado sincronizar nosso dia-a-dia com nosssos relógios! c.a.n.s.e.i.r.a!
EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA
(quem agüenta tudo isso??)
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio..
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém
sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e
tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da
laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio
dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um
equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você
vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora
(por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e
comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser
regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando
eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia
para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser
criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem
estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e
espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta, são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo
tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os
dentes.
Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se
sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que
ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal.
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
.
EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA
(quem agüenta tudo isso??)
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio..
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém
sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e
tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da
laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio
dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um
equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você
vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora
(por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e
comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser
regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando
eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia
para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser
criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem
estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e
espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta, são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo
tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os
dentes.
Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se
sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que
ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal.
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
.
frase
"não se feche de todo pra alguém que ainda não conhece direito, porque é preciso abrir a porta, mesmo que só um pouco, pra ver quem está do outro lado esperando."
cb
.
cb
.
Friday, January 26, 2007
eras
acho que desde pequenos vivemos nossas próprias eras. algumas podem ser muito, muito, muito particulares, por exemplo, na minha vida, houve a era da maionese (acho que nunca contei isso pra ninguém - kkk), que durou só um ano (ainda bem), e foi quando eu tinha 17 anos. tudo tinha que ter maionese, uma coisa! hergth! outras vezes, as eras podem ser coletivas - a era do kitshoe, dos filmes dos trapalhoes no cinema, na década de 80... ou de um grupo fechado em especial.
hoje, enquanto ouvia um cd (festa, alegria, é o povo que se reune aqui), o mesmo do post abaixo, lembrei de um tempo, que vou chamar de era. esses últimos dias me provaram que ela definitivamente chegou ao seu fim. essa era a era de :::enquanto ainda éramos só filhos::: alguns dos amigos que fazem parte dessa era já tinham até seus próprios filhos, mas de alguma forma ainda se lembravam - de maneira bem intensa - que ainda eram filhos também. ainda podia ser um pouco mais doidos do que o normal, do que um pai ou uma mãe supostamente devem ser (como é que as pessoas pregam essas coisas por aí e permanecem em liberdade - interrogação! esses dias vi essa corrente pra frente estender seus elos pra lados tão diferentes e opostos que só o amor mesmo pra fortalecer cada um desses elos pra que não se partam. as responsabilidades parecem que de repente aumentaram e cada um tá cuidando da sua própria vida porque não dá mais pra viver no mundinho onde "tudo de bom vai acontecer aqui tão perto que vou ver tudo sem precisar de uma luneta". parece que o mundo real, dos pais e das mães, dos profissionais, designers, dentistas, advogados é espaçoso demais, extenso demais e ainda é multifacetado demais, porque por mais que a gente queira ver de verdade onde o outro tá, fisicamente não dá.
a era do todo mundo junto, cantando, pulando, jogando conversa fora, varando a madrugada, chegou ao fim. que pena... mas não, eu não demorei muito pra enxergar isso não - apesar de estar mais de 2 anos longe dos meus semelhantes, só agora eu mesma estou vendo que essa vida real, que não se vê de luneta, mas paga-se pra ver de pertinho, é tão real quanto a que eu vivia antes, e que as minhas próprias escolhas é que me fazem querer comprar mais créditos no skype pra falar com quem ficou, ou se espalhou. esse é meu novo mundo, vivido nesse novo tempo. essa outra era que se iniciou há pouco, não é cruel, como polly sempre pensou. ela só é diferente. bastaaaante diferente, devo dizer. não tenho idéia de quanto tempo ela vai durar, mas imagino que deva terminar no começo de uma nova, como já diria o semisonic - every new beginnig comes from some other beginning`s end.
posso definir era como um período de tempo que marcou e dividiu momentos importantes na história, e assim também o é no mundo de todo mundo. já vivi algumas e vivo outras tantas hoje mas cada uma delas faz parte do meu acervo histórico pessoal (AHP), que de vez em quando acesso lá na minha estante.
deixo mais uma parte da minha história hoje ir. ir para o meu arquivo. mas deixo sem pesar ou tristezas. organizo as pastas com graciosidade, serenidade e o sorriso gostoso de quem aproveitou bastante o que foi oferecido. cada evento - e impossível me lembrar de todos - será guardadinho com todo meu amor e carinho. essa era que inicia, conseguiu criar um espaço geográfico real entre mim e tantos queridos, mas duvido que conseguirá vencer os muros do meu coração. era é um assunto do tempo tic-tac, e só. quanto as questões do coração, pode deixar que nem o relógio, a poeira ou uma bússula vão me desorientar. quem tá dentro, tá dentro porque já deixaram marcas e isso... nã dá pra apagar assim.
::: sp : rj : ce : mg : pa : ga : sc : mi :::
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hoje, enquanto ouvia um cd (festa, alegria, é o povo que se reune aqui), o mesmo do post abaixo, lembrei de um tempo, que vou chamar de era. esses últimos dias me provaram que ela definitivamente chegou ao seu fim. essa era a era de :::enquanto ainda éramos só filhos::: alguns dos amigos que fazem parte dessa era já tinham até seus próprios filhos, mas de alguma forma ainda se lembravam - de maneira bem intensa - que ainda eram filhos também. ainda podia ser um pouco mais doidos do que o normal, do que um pai ou uma mãe supostamente devem ser (como é que as pessoas pregam essas coisas por aí e permanecem em liberdade - interrogação! esses dias vi essa corrente pra frente estender seus elos pra lados tão diferentes e opostos que só o amor mesmo pra fortalecer cada um desses elos pra que não se partam. as responsabilidades parecem que de repente aumentaram e cada um tá cuidando da sua própria vida porque não dá mais pra viver no mundinho onde "tudo de bom vai acontecer aqui tão perto que vou ver tudo sem precisar de uma luneta". parece que o mundo real, dos pais e das mães, dos profissionais, designers, dentistas, advogados é espaçoso demais, extenso demais e ainda é multifacetado demais, porque por mais que a gente queira ver de verdade onde o outro tá, fisicamente não dá.
a era do todo mundo junto, cantando, pulando, jogando conversa fora, varando a madrugada, chegou ao fim. que pena... mas não, eu não demorei muito pra enxergar isso não - apesar de estar mais de 2 anos longe dos meus semelhantes, só agora eu mesma estou vendo que essa vida real, que não se vê de luneta, mas paga-se pra ver de pertinho, é tão real quanto a que eu vivia antes, e que as minhas próprias escolhas é que me fazem querer comprar mais créditos no skype pra falar com quem ficou, ou se espalhou. esse é meu novo mundo, vivido nesse novo tempo. essa outra era que se iniciou há pouco, não é cruel, como polly sempre pensou. ela só é diferente. bastaaaante diferente, devo dizer. não tenho idéia de quanto tempo ela vai durar, mas imagino que deva terminar no começo de uma nova, como já diria o semisonic - every new beginnig comes from some other beginning`s end.
posso definir era como um período de tempo que marcou e dividiu momentos importantes na história, e assim também o é no mundo de todo mundo. já vivi algumas e vivo outras tantas hoje mas cada uma delas faz parte do meu acervo histórico pessoal (AHP), que de vez em quando acesso lá na minha estante.
deixo mais uma parte da minha história hoje ir. ir para o meu arquivo. mas deixo sem pesar ou tristezas. organizo as pastas com graciosidade, serenidade e o sorriso gostoso de quem aproveitou bastante o que foi oferecido. cada evento - e impossível me lembrar de todos - será guardadinho com todo meu amor e carinho. essa era que inicia, conseguiu criar um espaço geográfico real entre mim e tantos queridos, mas duvido que conseguirá vencer os muros do meu coração. era é um assunto do tempo tic-tac, e só. quanto as questões do coração, pode deixar que nem o relógio, a poeira ou uma bússula vão me desorientar. quem tá dentro, tá dentro porque já deixaram marcas e isso... nã dá pra apagar assim.
::: sp : rj : ce : mg : pa : ga : sc : mi :::
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casa propria
(desculpem-me novamente a falta de acentos. dessa vez eh pq nao acertei mesmo colocar os benditos nesse teclado - SOCORRO, dannnnn! kd vc - nem o interrogacao eu acho!).
o sonho de consumo de muitas pessoas eh a casa propria, sem sombra de duvida. ter seu proprio espaco... um pedaco de chao que lhe pertenca. muitas vezes, esse sonho nao chega a ser realidado em vida. mas e se houvesse uma segunda chance adquiri-la?
hoje, voltando pra casa, depois de debater sobre algumas coisas que meu Pai deixou escrita nos Seus livros ha alguns anos, vinha ouvindo uma musica que me fez pensar - sei que a rebecca e a polly tambem - onde eh meu espaco de verdade, o lugar onde chamo de MEU? essa coisa de morar com os outros faz a gente questionar esse tipo de coisa. ja teve tempo que moraram na minha casa (o que agora tambem chamo de casa dos meus pais), tempo que passei, passeando e ficando na casa de outros e agora, longe, morando, na casa de alguem. sou agredecida pelo teto e pela hospedagem, de coracao eu sou, mas nada como ter suas proprias regras (se eh que precisa-se de uma pra tudo) e se espalhar ou se juntar da forma, maneira e hora que se quiser. mas voltando a musica, polly destacou a seguinte frase:
tu es minha morada, oh Altissimo.
e nos 3 paramos pra pensar nisso e entendemos que jah temos duas posses de valor inestimavel. uma aqui no andar de baixo, com uma vista ai pra uns predios, arvores e barulho de rua, no meio de todo mundo - e o predio fica onde nos formos, porque somos nos mesmas - um involucro daquilo que escolhemos colocar dentro de nos - na cabeca ou no coracao, e uma outra, na cidade alta, com vista privilegiadissima e ar mais puro que o das montanhas (se eh que vou precisar disso lah...).
enquanto estou por aqui, minha morada - minha casa - eh forte e segura porque tenho morando nela um que a faz forte e segura. eh pra lah que corro quando quero paz » e quero sempre » nada pode me incomodar, nem atingir. eh um lar aconchegante, como um abraco de quem a gente ama muito, muito, muito. e o melhor... nao tenho aluguel, soh hipoteca, que pago com amor, o meu amor e obediencia de filha. (verdade que as vezes Papai deve ficar meio triste comigo, mas eu tenho procurado entrar na linha!!!). essa segunda casa foi comprada por uma valor altissimo, o preco de uma vida inocente, que voluntariamente se entregou a morte no meu lugar e sem eu saber (e ainda alguns dizem que amor eh coisa que nao existe... que tristeza viver assim...).
nos tres ficamos muito emocionadas quando, depois da musica, durante o bate-papo chegamos a essa conclusao. a emocao foi tanta que ficamos falando sobre isso ate agora quando vim escrever.
tudo que o meu Pai disse que faria e me daria como heranca, Ele cumpriu e tem cumprido. eh maravilhoso estar perto de alguem assim tao firme, fiel e que transmite tanta paz, certeza e seguranca como o meu Pai. infelizmente nem todo mundo quer estar tao perto dele e tambem ter a oportunidade de ter a sua tao sonhada casa propria. uma pena. pena mesmo. nao sabe o que estao perdendo...
quando vou me mudar pra lah???
bem, quanto a isso, a essa segunda mudanca, nao sei quando vai acontecer, soh meu Pai sabe porque eh Ele quem tem as chaves e sabe o endereco, mas que Ele jah colocou meu nome na porta e soh tah esperando eu terminar o que vim fazer por aqui pra depois cantar pra subir (literalmente), ahhhh, disso eu tenho certeza!
.
o sonho de consumo de muitas pessoas eh a casa propria, sem sombra de duvida. ter seu proprio espaco... um pedaco de chao que lhe pertenca. muitas vezes, esse sonho nao chega a ser realidado em vida. mas e se houvesse uma segunda chance adquiri-la?
hoje, voltando pra casa, depois de debater sobre algumas coisas que meu Pai deixou escrita nos Seus livros ha alguns anos, vinha ouvindo uma musica que me fez pensar - sei que a rebecca e a polly tambem - onde eh meu espaco de verdade, o lugar onde chamo de MEU? essa coisa de morar com os outros faz a gente questionar esse tipo de coisa. ja teve tempo que moraram na minha casa (o que agora tambem chamo de casa dos meus pais), tempo que passei, passeando e ficando na casa de outros e agora, longe, morando, na casa de alguem. sou agredecida pelo teto e pela hospedagem, de coracao eu sou, mas nada como ter suas proprias regras (se eh que precisa-se de uma pra tudo) e se espalhar ou se juntar da forma, maneira e hora que se quiser. mas voltando a musica, polly destacou a seguinte frase:
tu es minha morada, oh Altissimo.
e nos 3 paramos pra pensar nisso e entendemos que jah temos duas posses de valor inestimavel. uma aqui no andar de baixo, com uma vista ai pra uns predios, arvores e barulho de rua, no meio de todo mundo - e o predio fica onde nos formos, porque somos nos mesmas - um involucro daquilo que escolhemos colocar dentro de nos - na cabeca ou no coracao, e uma outra, na cidade alta, com vista privilegiadissima e ar mais puro que o das montanhas (se eh que vou precisar disso lah...).
enquanto estou por aqui, minha morada - minha casa - eh forte e segura porque tenho morando nela um que a faz forte e segura. eh pra lah que corro quando quero paz » e quero sempre » nada pode me incomodar, nem atingir. eh um lar aconchegante, como um abraco de quem a gente ama muito, muito, muito. e o melhor... nao tenho aluguel, soh hipoteca, que pago com amor, o meu amor e obediencia de filha. (verdade que as vezes Papai deve ficar meio triste comigo, mas eu tenho procurado entrar na linha!!!). essa segunda casa foi comprada por uma valor altissimo, o preco de uma vida inocente, que voluntariamente se entregou a morte no meu lugar e sem eu saber (e ainda alguns dizem que amor eh coisa que nao existe... que tristeza viver assim...).
nos tres ficamos muito emocionadas quando, depois da musica, durante o bate-papo chegamos a essa conclusao. a emocao foi tanta que ficamos falando sobre isso ate agora quando vim escrever.
tudo que o meu Pai disse que faria e me daria como heranca, Ele cumpriu e tem cumprido. eh maravilhoso estar perto de alguem assim tao firme, fiel e que transmite tanta paz, certeza e seguranca como o meu Pai. infelizmente nem todo mundo quer estar tao perto dele e tambem ter a oportunidade de ter a sua tao sonhada casa propria. uma pena. pena mesmo. nao sabe o que estao perdendo...
quando vou me mudar pra lah???
bem, quanto a isso, a essa segunda mudanca, nao sei quando vai acontecer, soh meu Pai sabe porque eh Ele quem tem as chaves e sabe o endereco, mas que Ele jah colocou meu nome na porta e soh tah esperando eu terminar o que vim fazer por aqui pra depois cantar pra subir (literalmente), ahhhh, disso eu tenho certeza!
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Sunday, January 21, 2007
Friday, January 19, 2007
atlântida
só pra relembrar, ou ver pela primeira vez, as meninas aqui tão me cutucando pra lembrar que nenhuma de nós três éramos nascidas quando esse filme foi feito.
aiiiiii!
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TDB
quintaninha é sempre TUDO DE BOM. ô alma poética...
"amar: fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...
e dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei...
o amor é quando a gente mora um no outro."
mário quintana
lindo, não?
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"amar: fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer...
e dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei...
o amor é quando a gente mora um no outro."
mário quintana
lindo, não?
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Wednesday, January 17, 2007
the hardest part
eles são os melhores dos últimos tempos, devo dizer.
a sincronia da frase:
"everything i know is wrong"
com a velhinha graciosamente abrindo os braços no ar, é algo que faz mesmo pensar que algumas coisas estão onde disseram pra gente que estariam, e a gente acaba nunca procurando em outros lugares. coisas simples do tipo, uma senhora de 85 anos nunca teria condições de fazer o que essa faz e ponto final. errado! é só procurar um pouco num videoclip da vida pra achar novos conceitos e experiências.
valeu coldplay e valeu primo pela dica!
Tuesday, January 16, 2007
tempo
tempo real
tempo rei
mau tempo
tempo de rir
tempo presente
tempo de colher
tempo pretérito
tempo imaginário
tempo corrido
tempo que se foi
tempo amigo
tempo passado
tempo mais-que-perfeito
tempo verbal
temporal
tempo chegado
tempo perdido
tempo que não volta
tempo que nos revolta
tempo que nos ensina muitas coisas
tempo que amadurece o fruto
tempo que segue em frente
tempo que mexe com a gente
tempo de começar coisas
tempo de concluir
tempo de recomeçar num novo começo
tempo de subir
tempo de construir
tempo que não pára
nunca parará
nunca
nunca
nunca
nunca
nunca
nunca
.
tempo rei
mau tempo
tempo de rir
tempo presente
tempo de colher
tempo pretérito
tempo imaginário
tempo corrido
tempo que se foi
tempo amigo
tempo passado
tempo mais-que-perfeito
tempo verbal
temporal
tempo chegado
tempo perdido
tempo que não volta
tempo que nos revolta
tempo que nos ensina muitas coisas
tempo que amadurece o fruto
tempo que segue em frente
tempo que mexe com a gente
tempo de começar coisas
tempo de concluir
tempo de recomeçar num novo começo
tempo de subir
tempo de construir
tempo que não pára
nunca parará
nunca
nunca
nunca
nunca
nunca
nunca
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the hardest part
eles são os melhores dos últimos tempos, devo dizer.
a sincronia da frase:
"everything i know is wrong"
com a velhinha graciosamente abrindo os braços no ar, é algo que faz mesmo pensar que algumas coisas estão onde disseram pra gente que estariam, e a gente acaba nunca procurando em outros lugares. coisas simples do tipo, uma senhora de 85 anos nunca teria condições de fazer o que essa faz e ponto final. errado! é só procurar um pouco num videoclip da vida pra achar novos conceitos e experiências.
valeu coldplay e valeu primo pela dica!
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a sincronia da frase:
"everything i know is wrong"
com a velhinha graciosamente abrindo os braços no ar, é algo que faz mesmo pensar que algumas coisas estão onde disseram pra gente que estariam, e a gente acaba nunca procurando em outros lugares. coisas simples do tipo, uma senhora de 85 anos nunca teria condições de fazer o que essa faz e ponto final. errado! é só procurar um pouco num videoclip da vida pra achar novos conceitos e experiências.
valeu coldplay e valeu primo pela dica!
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Monday, January 15, 2007
se...
se eu viver 100 anos o que eu vou ter feito que realmente ajudou alguém?
100 anos é tempo à beça. muitos meses, inúmeros dias, minutos infinitos e um só deles poderia mudar pra sempre a vida de alguém. acho que tenho que pensar mais nisso e procurar o que fazer pra sempre que olhar pra trás, ter certeza que tem valido à pena.
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100 anos é tempo à beça. muitos meses, inúmeros dias, minutos infinitos e um só deles poderia mudar pra sempre a vida de alguém. acho que tenho que pensar mais nisso e procurar o que fazer pra sempre que olhar pra trás, ter certeza que tem valido à pena.
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Sunday, January 14, 2007
metafora culinaria
lembrando de "hanging up" da madonna, música (finalmente um acento!) do seu último álbum, que depois de muito insistir e telefonar pra uma pessoa ela exclama; "i'm done! i'm hanging up on you" (cansei! tô desligando nossa ligação). essa expressao i'm done em ingles poderia ser entendida de algumas formas em portugues, sob varios aspectos. quero falar de um (e talvez mais divertido) que é sob o ponto de vista culinário. quando o peru tá no forno e entra branco nórdico pra fazer uma sessão de bronzeamento artificial pra sair meio à la "franguinho carioca da zona sul", o seu termômetro salta de uma só vez avisando "i'm done", significando "estou pronto", "estou cozido", "estou lascado porque serei comido e desaparecerei da face da terra". ele chegou no seu ápice pra cumprir seu propósito. passou horas cozinhando, cozinhando em fogo baixo, modificando a estrutura dos seus tecidos de cru para cozido (eu sei que um dia, mesmo que seja um só antes de eu morrer, eu serei vegetariana pra não ter que pensar mais nessas coisas). isso leva tempo. não dá pra chegar no ponto final sem tempo de espera.
é pensando nisso que ontem à noite também tive que falar como meu amigo peru "i'm done". a sensação de estar em banho-maria cozinhando lentamente me embrulha o estômago. sempre embrulhou. acho que ninguém deve ficar esperando pela decisão do outro pra tocar a própria vida (sempre lembrando que para toda regra existe uma exceção - inclusive para esta mesma). e outra, meu amigo peru avisa a hora certa de sair do seu banho de luz para ser apreciado na medida certa onde suas carnes ainda serão tenras e não ressequidas. ele diz "é melhor parar meu cozimento antes que seja tarde para mim e para você". "pra mim" porque tenho um propósito a ser cumprido, um tempo pra eu amadurecer e ser o que preciso ser, e te dou uma chance pra entender meus sinais e apreciar-me como mereço - afinal de contas paguei um preço pra estar na sua companhia, EU MORRI!!!, ele poderia sair por aí gritando) e "pra você" porque cabe ao outro querer prestar atenção e entender o timing, a sincronia e a sintonia acertada dessa relação. se uma das partes falhar, se o termômetro não saltar, ou se o outro se esquecer dele no forno, todo o jantar estará comprometido.
mas existe o outro lado. o peru poderia silenciosamente não anunciar que estava pronto pra sair da fornalha e covardemente continuar lá atééééééé... aceitando o esquecimento e o descaso do outro como normal e permanecendo ao redor dele, pelo simples fato de estar. mas veja bem, (como diria o rui pra vani), a qualidade dessa presença seria a cada minuto menos apreciável e a degradação do pobrezinho não valeria a pena diante de tanta indiferença.
assim como o peru, eu também posso me dar um tempo de cozimento, o qual eu prefiro chamar de chance. fico lá paradinha, vendo até onde a brasa vai esquentar. tudo bem, eu aguento. mas se chega uma hora em que se a única coisa que eu vejo são as pernas passando pra lá e pra cá na frente da minha janela (coitado do peru, se ele ainda tivesse cabeça, seria a visão dele de dentro do forno...), e vejo que o outro só pára uns poucos segundos pra olhar de rabo de olho pra mim pelo vidro, eu apito logo e saio andando com meus pézinhos pra longe dali (privilégio meu ainda ter pés, mas não posso falar o mesmo do peru). faço isso porque já me aconteceu de ficar no forno atééééééé... e quando tirada, nem pra mesa fui, porque tava que nem terra seca do sertão, acho que já tinha é virado farofa. fui descartada. e sem piedade. a verdade é que se a gente não apita pra dizer quando o tempo de cozimento jå deu (o que tinha que dar) é capaz de ficarmos lá até começarmos a cheirar a queimado na vida do outro e aí sim ele se lembrar que existimos.
[ai, que papo down esse... "i'm done" com ele também!]
bem, esse aqui é só um registro de mim pra mim mesma sobre o pé das coisas hoje (acho pouco provável que quem quer que venha a ler esse texto vai entender realmente o que ele quer dizer, mas... c'est la vie). apesar de estar "done", como o peru, diferentemente da madonna, não vou desconectar-me do outro, mas vou simplesmente colocá-lo em outro cômodo da minha casa, ou prateleira da minha estante, ou, vou oferecer-lhe um convite mais básico pra minha festa, porque os convites VIPs já dizem pra que tipo de pessoas se destinam... e como a vida é dinâmica e eu também procuro ser, hoje, sacudo a poeira (e alguns tempeiros) e toco pra Bangu! (essa expressão merecia um destino melhor, né não?). enfim, o dia tá lindo lá fora e a vida mais bonita aqui dentro, porque a vejo me moldando.
e pra terminar de verdade esse post, aqui vai uma frase dos titãs que me reflete no vidro: "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder".
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é pensando nisso que ontem à noite também tive que falar como meu amigo peru "i'm done". a sensação de estar em banho-maria cozinhando lentamente me embrulha o estômago. sempre embrulhou. acho que ninguém deve ficar esperando pela decisão do outro pra tocar a própria vida (sempre lembrando que para toda regra existe uma exceção - inclusive para esta mesma). e outra, meu amigo peru avisa a hora certa de sair do seu banho de luz para ser apreciado na medida certa onde suas carnes ainda serão tenras e não ressequidas. ele diz "é melhor parar meu cozimento antes que seja tarde para mim e para você". "pra mim" porque tenho um propósito a ser cumprido, um tempo pra eu amadurecer e ser o que preciso ser, e te dou uma chance pra entender meus sinais e apreciar-me como mereço - afinal de contas paguei um preço pra estar na sua companhia, EU MORRI!!!, ele poderia sair por aí gritando) e "pra você" porque cabe ao outro querer prestar atenção e entender o timing, a sincronia e a sintonia acertada dessa relação. se uma das partes falhar, se o termômetro não saltar, ou se o outro se esquecer dele no forno, todo o jantar estará comprometido.
mas existe o outro lado. o peru poderia silenciosamente não anunciar que estava pronto pra sair da fornalha e covardemente continuar lá atééééééé... aceitando o esquecimento e o descaso do outro como normal e permanecendo ao redor dele, pelo simples fato de estar. mas veja bem, (como diria o rui pra vani), a qualidade dessa presença seria a cada minuto menos apreciável e a degradação do pobrezinho não valeria a pena diante de tanta indiferença.
assim como o peru, eu também posso me dar um tempo de cozimento, o qual eu prefiro chamar de chance. fico lá paradinha, vendo até onde a brasa vai esquentar. tudo bem, eu aguento. mas se chega uma hora em que se a única coisa que eu vejo são as pernas passando pra lá e pra cá na frente da minha janela (coitado do peru, se ele ainda tivesse cabeça, seria a visão dele de dentro do forno...), e vejo que o outro só pára uns poucos segundos pra olhar de rabo de olho pra mim pelo vidro, eu apito logo e saio andando com meus pézinhos pra longe dali (privilégio meu ainda ter pés, mas não posso falar o mesmo do peru). faço isso porque já me aconteceu de ficar no forno atééééééé... e quando tirada, nem pra mesa fui, porque tava que nem terra seca do sertão, acho que já tinha é virado farofa. fui descartada. e sem piedade. a verdade é que se a gente não apita pra dizer quando o tempo de cozimento jå deu (o que tinha que dar) é capaz de ficarmos lá até começarmos a cheirar a queimado na vida do outro e aí sim ele se lembrar que existimos.
[ai, que papo down esse... "i'm done" com ele também!]
bem, esse aqui é só um registro de mim pra mim mesma sobre o pé das coisas hoje (acho pouco provável que quem quer que venha a ler esse texto vai entender realmente o que ele quer dizer, mas... c'est la vie). apesar de estar "done", como o peru, diferentemente da madonna, não vou desconectar-me do outro, mas vou simplesmente colocá-lo em outro cômodo da minha casa, ou prateleira da minha estante, ou, vou oferecer-lhe um convite mais básico pra minha festa, porque os convites VIPs já dizem pra que tipo de pessoas se destinam... e como a vida é dinâmica e eu também procuro ser, hoje, sacudo a poeira (e alguns tempeiros) e toco pra Bangu! (essa expressão merecia um destino melhor, né não?). enfim, o dia tá lindo lá fora e a vida mais bonita aqui dentro, porque a vejo me moldando.
e pra terminar de verdade esse post, aqui vai uma frase dos titãs que me reflete no vidro: "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder".
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logica
de uma crianca de 3 pro pai:
- qual o seu nome?
- meu nome eh joao.
- nao. seu nome eh papai.
- sim, sou seu papai, mas meu nome eh joao.
- hum... tah. mas voce nao eh joao agora. voce eh papai.
vcs não têm idéia de quanto tempo uma conversinha assim pode durar... ou têm?
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- qual o seu nome?
- meu nome eh joao.
- nao. seu nome eh papai.
- sim, sou seu papai, mas meu nome eh joao.
- hum... tah. mas voce nao eh joao agora. voce eh papai.
vcs não têm idéia de quanto tempo uma conversinha assim pode durar... ou têm?
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equacao da construcao
- acentos a parte no balcao ao lado, por favor -
nao eh bom ser soh 1. bom eh ser dois (tres estraga), ja dizia o ditado e a biblia ensina porque. "porque se um sentir frio, o outro pode aquece-lo", ou "se um cair, o outro ajuda a levanta-lo". coisas que fazem total sentido. como crianca recem-nascida que primeiro vai se descobrindo e mais tarde sai desse isolamento e passa a interagir com a mae, assim somos cada um de nos. precisamos e queremos o outro pra nao sermos so um, e descobrimos isso bem cedo, e assim comecamos a construirmo-nos como individuos sociais. eh uma resolucao bastante obvia e simples. essa eh uma soma que pode ate levar algum tempo pra encontrar o resultado, mas eh sempre 2. porem, esse resultado faz com que queiramos achar o x da equacao. entao se 1+x=2, logo, me pergunto, quem eh e por onde anda o meu x?
ser exposta a tantas caras novas num periodo de 2 anos me faz pensar em algumas coisas. as coisas mudam de lugar, assim, como as pessoas, os amigos e a gente mesmo, a granero e a confianca que o digam. e essa mudanca nao sao soh de estado geografico, mental ou temperamental mas civil tambem. interessante (e um pouco estranho) ver os filhos dos amigos de infancia ou adolescencia por ai no mundo de meu Deus. pequenas criaturinhas que assim que aprenderem a falar vao passar a me chamar de "tia", quer ver?. ui! mas o fato eh que as atencoes e o tempo que antes eram gastos com voce nos finais-de-semana, ou depois do colegio ou da faculdade, ou mesmo de trabalho, passam a ser naturalmente de outras pessoas. estes sao os xs das equacoes dos meus queridos. agregados da amizade com essa primeira pessoa, que esta construindo sua casa em algum lugar. bem-vindos a minha vida, maridos, esposas e filhos. muita gente. mas ninguem pra ser x comigo. nao escrevo esse texto com pesar ou tristeza, nem nostalgia. de forma alguma. eh rumo normal da vida. daqui a pouco serei eu quem vai trazer agregados pras vidas desses, entao deixa quieto!
no meio dessa pequena multidao de novos rostos, existem algumas equacoes resolvidas e outras por resolver. posso ter ambas situacoes ao meu redor e ver algumas construcoes ao longe ou perto. no meio disso tudo, eu mesma continuo construindo minhas casas e mansoes relacionais, mesmo sabendo dos "riscos" de desabalmento, ou terremoto, ou mudancas ocasionais. isso nao me amedronta. sei que essa valentia se deve ao fato de ver uma pequena cidade, linda cidade, no mapa da minha vida, onde as ruas sao os lugares por onde passei e as casas tem os nomes dos amigos que tenho. algumas pessoas dizem que lar eh onde o coracao esta, e hoje eu digo que o meu lar hoje eh dentro do meu coracao, junto com os meus. no entanto, ainda tem uma casa muito importante a ser construida. a casa do sr. x. o que eu posso ir fazendo por mim mesma, estou fazendo. comprando material de construcao, escolhendo padroes, cores (temperos) e coisas do tipo. no entanto, eu sei que como em qualquer outro tipo de relacionamento, eh a troca que levanta paredes e mateirais como a mutualidade, a confianca e o respeito que firmam as vigas e estabelecem o teto pra proteger o patrimonio.
mais do que nunca quero trocar.
quero dividir (minha vida) pra somar (junto).
quero nao precisar interromper mais uma construcao.
quero nunca mais precisar terminar sem concluir.
quero nunca mais parar.
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nao eh bom ser soh 1. bom eh ser dois (tres estraga), ja dizia o ditado e a biblia ensina porque. "porque se um sentir frio, o outro pode aquece-lo", ou "se um cair, o outro ajuda a levanta-lo". coisas que fazem total sentido. como crianca recem-nascida que primeiro vai se descobrindo e mais tarde sai desse isolamento e passa a interagir com a mae, assim somos cada um de nos. precisamos e queremos o outro pra nao sermos so um, e descobrimos isso bem cedo, e assim comecamos a construirmo-nos como individuos sociais. eh uma resolucao bastante obvia e simples. essa eh uma soma que pode ate levar algum tempo pra encontrar o resultado, mas eh sempre 2. porem, esse resultado faz com que queiramos achar o x da equacao. entao se 1+x=2, logo, me pergunto, quem eh e por onde anda o meu x?
ser exposta a tantas caras novas num periodo de 2 anos me faz pensar em algumas coisas. as coisas mudam de lugar, assim, como as pessoas, os amigos e a gente mesmo, a granero e a confianca que o digam. e essa mudanca nao sao soh de estado geografico, mental ou temperamental mas civil tambem. interessante (e um pouco estranho) ver os filhos dos amigos de infancia ou adolescencia por ai no mundo de meu Deus. pequenas criaturinhas que assim que aprenderem a falar vao passar a me chamar de "tia", quer ver?. ui! mas o fato eh que as atencoes e o tempo que antes eram gastos com voce nos finais-de-semana, ou depois do colegio ou da faculdade, ou mesmo de trabalho, passam a ser naturalmente de outras pessoas. estes sao os xs das equacoes dos meus queridos. agregados da amizade com essa primeira pessoa, que esta construindo sua casa em algum lugar. bem-vindos a minha vida, maridos, esposas e filhos. muita gente. mas ninguem pra ser x comigo. nao escrevo esse texto com pesar ou tristeza, nem nostalgia. de forma alguma. eh rumo normal da vida. daqui a pouco serei eu quem vai trazer agregados pras vidas desses, entao deixa quieto!
no meio dessa pequena multidao de novos rostos, existem algumas equacoes resolvidas e outras por resolver. posso ter ambas situacoes ao meu redor e ver algumas construcoes ao longe ou perto. no meio disso tudo, eu mesma continuo construindo minhas casas e mansoes relacionais, mesmo sabendo dos "riscos" de desabalmento, ou terremoto, ou mudancas ocasionais. isso nao me amedronta. sei que essa valentia se deve ao fato de ver uma pequena cidade, linda cidade, no mapa da minha vida, onde as ruas sao os lugares por onde passei e as casas tem os nomes dos amigos que tenho. algumas pessoas dizem que lar eh onde o coracao esta, e hoje eu digo que o meu lar hoje eh dentro do meu coracao, junto com os meus. no entanto, ainda tem uma casa muito importante a ser construida. a casa do sr. x. o que eu posso ir fazendo por mim mesma, estou fazendo. comprando material de construcao, escolhendo padroes, cores (temperos) e coisas do tipo. no entanto, eu sei que como em qualquer outro tipo de relacionamento, eh a troca que levanta paredes e mateirais como a mutualidade, a confianca e o respeito que firmam as vigas e estabelecem o teto pra proteger o patrimonio.
mais do que nunca quero trocar.
quero dividir (minha vida) pra somar (junto).
quero nao precisar interromper mais uma construcao.
quero nunca mais precisar terminar sem concluir.
quero nunca mais parar.
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vantagem
- a plataforma continua a mesma, por isso os acentos inexistirao por enquanto - desculpe-nos pela falha tecnica...
(as vezes com indignacao) deles e de outros amigos depois, muito depois. eh inevitavel que nos reencontros me perguntem: "e ai, ja casou?" e a resposta eh sempre a mesma... "nhem...". bem verdade que as pessoas tem um interesse natural no (nosso) estado civil, sendo uma constante mas o agravante eh sempre a idade. passar dos 30 pesa mais nos outros no que em mim aparentemente. as senhoras, as amigas da minha mae, as conhecidas, as invejosas, os interessados (esses sao ate engracadinhos, de tao obvios, mas so rio achando fofo por dentro, pra nao perder a companhia..), sempre querem saber, e eh obvio que nao vou incluir as amigas nessa lista porque nao faz sentido. elas sempre sabem na hora - hum... na verdade, na verdade, quaaaaase sempre sabem... (ih, declaracao perigosa... to arranjando confusao po meu lado).
hoje aconteceu mais um reencontro e mais uma vez a pergunta surgiu e veio a resposta que nem flecha... ela tem sido a padrao durante toda a minha vida mesmo, ue? ha muito tempo nao tento mais responder porque meu dedo anelar esquerdo ainda esta desprovido de companhia. nem comeco. tenho meus motivos (obvios pra mim e por isso mesmo nem tento colocar alguem dentro da minha cabeca - nao adiantaria). providencialmente, posso ficar de bla, bla, bla e ate usar a desculpa das mudancas geograficas (e sem muita publicidade, as minhas internas) ou prioridades profissionais, mas cansei de tentar explicar o que as vezes nem eu entendo. de qualquer forma, como tudo tem um lado bom e um lado ruim, eh o bom que agora muito me interessa, porque no fim disso tudo dah pra ver a vantagem que se leva em relacao ao que se poderia estar vivendo.
surpreendentemente a mesma reacao diante da resposta tem acontecido repetidamente. hoje a noite, o ego de rebecca bateu na lata da discovery, quando ao conversar com dois amigos macho pacas, ouviu a indignacao dos mesmos refletida em frases do tipo " tem homem que eh cego", ou "vc sozinha nao faz sentido'... um deles tem a ousadia (gosto dessa palavra, parece que eh um atrevimento digno dos mocinhos dos filmes dos anos 50) de dizer que pra ele eu sou MP (mulher perfeita) ou a No. 1... pena ser tao amiga nessas horas (ha!). o outro, ao se despedir, consegue me encantar declarando palavras de djavan e vai embora dizendo "te adoro em tudo, tudo, tudo". ai, ai...são mimos como esse fazem a gente olhar diferente pra si.
mas a maior verdade, e eh nessa que meu ego se prende nesse post, eh que eh maravilhoso ser elogiada! voces podem continuar com quantos quiserem, nao me importo com isso, nem um pouco. sei que jah escrevi isso antes, e que ja esta virando lugar comum (talvez pra quem le, nao pra quem sente), mas estar longe e nao ver alguns ha algum tempo realmente tem me surpreendido. o tempo e a distancia parecem clarear os pensamentos e buscar lah no fundo sentimentos empoeirados. bom saber o que o outro pensa de bom ao nosso respeito, jah que estamos num meio onde eh muito mais facil abrir a boca pra falar mal das coisas. falar bem eh trabalhoso demais. que bom que essa pessoa aqui tem colocado, mesmo que sem querer, alguns pra trabalharem pra ela. mas, como geralmente uma linha de trabalho nao tem soh uma acao, a segunda parte desse processo tambem eh importante. como em qualquer relacionamento, quem recebe algo, tem escolhas a fazer sobre o que fazer com o que acabou de receber. pode aceitar ou jogar fora. bem, o que tenho recebido, tenho guardado, muito bem guardado, assumindo que quem fala sabe do que fala, oras. nem paro muito pra pensar o contrario, que nao sou besta, ou se paro, polly insiste em me fazer parar de racionalizar tanto e aceitar graciosamente o presente.
a outra vantagem em ficar no (quase) final dessa lista eh poder em pleno sabado a noite papear com tres machos paca 9apareceu mais um no final da conversa) ao mesmo tempo e falar o quanto de abobrinha eu quiser. eh bem verdade que namorado nenhum nunca me tirou esse privilegio, mas os pudores insistem em ficar aparecendo, imaginando a cara do dito cujo se ouvisse o teor da conversa. nada de mais para amigos, mas certamente um tornado com muitas vacas voadoras para um namorado ciumento.
pra encerrar, afirmo e reafirmo que eh muito bom ser paparicada pelos amigos. estou me sentindo como marilyn, a monroe, (e DD sabe do que estou falando) em "diamonts are a girl's best friends", durante a classica cena dela sendo coberta de brilhantes, e como sempre, assim como eu, linda e loira. (devo dizer que essa referencia foi rebecca que me fez lembrar). em tempos de tanta escassez dos tesouros do cardio, sou uma milionaria nadando na minha heranca - ora como se isso nao fosse mesmo uma heranca - e soh tenho a dizer o mesmo que disse uma senhora, de quem me lembro muito bem, numa rapida entrevista pro JN em idos de 1980 na epoca do agio, quando conseguir 1 kg de carne no mercado era um luxo. ela, ao questionada quanto ao sobre seu sentimento depois de finalmente conseguir comprar um pouco de carne, num gesto abrupto com a mao, quase derrubando a camera filmadora e exclamou: "que venha mais!".
eh... que eu faca por onde sempre vir e ir mais e mais.
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(as vezes com indignacao) deles e de outros amigos depois, muito depois. eh inevitavel que nos reencontros me perguntem: "e ai, ja casou?" e a resposta eh sempre a mesma... "nhem...". bem verdade que as pessoas tem um interesse natural no (nosso) estado civil, sendo uma constante mas o agravante eh sempre a idade. passar dos 30 pesa mais nos outros no que em mim aparentemente. as senhoras, as amigas da minha mae, as conhecidas, as invejosas, os interessados (esses sao ate engracadinhos, de tao obvios, mas so rio achando fofo por dentro, pra nao perder a companhia..), sempre querem saber, e eh obvio que nao vou incluir as amigas nessa lista porque nao faz sentido. elas sempre sabem na hora - hum... na verdade, na verdade, quaaaaase sempre sabem... (ih, declaracao perigosa... to arranjando confusao po meu lado).
hoje aconteceu mais um reencontro e mais uma vez a pergunta surgiu e veio a resposta que nem flecha... ela tem sido a padrao durante toda a minha vida mesmo, ue? ha muito tempo nao tento mais responder porque meu dedo anelar esquerdo ainda esta desprovido de companhia. nem comeco. tenho meus motivos (obvios pra mim e por isso mesmo nem tento colocar alguem dentro da minha cabeca - nao adiantaria). providencialmente, posso ficar de bla, bla, bla e ate usar a desculpa das mudancas geograficas (e sem muita publicidade, as minhas internas) ou prioridades profissionais, mas cansei de tentar explicar o que as vezes nem eu entendo. de qualquer forma, como tudo tem um lado bom e um lado ruim, eh o bom que agora muito me interessa, porque no fim disso tudo dah pra ver a vantagem que se leva em relacao ao que se poderia estar vivendo.
surpreendentemente a mesma reacao diante da resposta tem acontecido repetidamente. hoje a noite, o ego de rebecca bateu na lata da discovery, quando ao conversar com dois amigos macho pacas, ouviu a indignacao dos mesmos refletida em frases do tipo " tem homem que eh cego", ou "vc sozinha nao faz sentido'... um deles tem a ousadia (gosto dessa palavra, parece que eh um atrevimento digno dos mocinhos dos filmes dos anos 50) de dizer que pra ele eu sou MP (mulher perfeita) ou a No. 1... pena ser tao amiga nessas horas (ha!). o outro, ao se despedir, consegue me encantar declarando palavras de djavan e vai embora dizendo "te adoro em tudo, tudo, tudo". ai, ai...são mimos como esse fazem a gente olhar diferente pra si.
mas a maior verdade, e eh nessa que meu ego se prende nesse post, eh que eh maravilhoso ser elogiada! voces podem continuar com quantos quiserem, nao me importo com isso, nem um pouco. sei que jah escrevi isso antes, e que ja esta virando lugar comum (talvez pra quem le, nao pra quem sente), mas estar longe e nao ver alguns ha algum tempo realmente tem me surpreendido. o tempo e a distancia parecem clarear os pensamentos e buscar lah no fundo sentimentos empoeirados. bom saber o que o outro pensa de bom ao nosso respeito, jah que estamos num meio onde eh muito mais facil abrir a boca pra falar mal das coisas. falar bem eh trabalhoso demais. que bom que essa pessoa aqui tem colocado, mesmo que sem querer, alguns pra trabalharem pra ela. mas, como geralmente uma linha de trabalho nao tem soh uma acao, a segunda parte desse processo tambem eh importante. como em qualquer relacionamento, quem recebe algo, tem escolhas a fazer sobre o que fazer com o que acabou de receber. pode aceitar ou jogar fora. bem, o que tenho recebido, tenho guardado, muito bem guardado, assumindo que quem fala sabe do que fala, oras. nem paro muito pra pensar o contrario, que nao sou besta, ou se paro, polly insiste em me fazer parar de racionalizar tanto e aceitar graciosamente o presente.
a outra vantagem em ficar no (quase) final dessa lista eh poder em pleno sabado a noite papear com tres machos paca 9apareceu mais um no final da conversa) ao mesmo tempo e falar o quanto de abobrinha eu quiser. eh bem verdade que namorado nenhum nunca me tirou esse privilegio, mas os pudores insistem em ficar aparecendo, imaginando a cara do dito cujo se ouvisse o teor da conversa. nada de mais para amigos, mas certamente um tornado com muitas vacas voadoras para um namorado ciumento.
pra encerrar, afirmo e reafirmo que eh muito bom ser paparicada pelos amigos. estou me sentindo como marilyn, a monroe, (e DD sabe do que estou falando) em "diamonts are a girl's best friends", durante a classica cena dela sendo coberta de brilhantes, e como sempre, assim como eu, linda e loira. (devo dizer que essa referencia foi rebecca que me fez lembrar). em tempos de tanta escassez dos tesouros do cardio, sou uma milionaria nadando na minha heranca - ora como se isso nao fosse mesmo uma heranca - e soh tenho a dizer o mesmo que disse uma senhora, de quem me lembro muito bem, numa rapida entrevista pro JN em idos de 1980 na epoca do agio, quando conseguir 1 kg de carne no mercado era um luxo. ela, ao questionada quanto ao sobre seu sentimento depois de finalmente conseguir comprar um pouco de carne, num gesto abrupto com a mao, quase derrubando a camera filmadora e exclamou: "que venha mais!".
eh... que eu faca por onde sempre vir e ir mais e mais.
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Friday, January 12, 2007
declaracao
se tem uma coisa que gosto na vida eh de ouvir uma declaracao de amor. alias, deixe-me reformular minha afirmacao. uma das coisas de que mais gosto na vida eh de ouvir uma declaracao de um amor que eh mutuo.
-antes de prosseguir, devo pedir-lhes que perdoem-me pela falta de acentos, mas esqueci-me como usar os benditos nessa plataforma -
nos ultimos tempos tenho ouvido muitas declaracoes de amor. amor de homens, amor de pais e amor de amigos. quero gastar um pouco de tempo falando desses ultimos. assunto certo na mesa do bar nos happy hours da vida entre mim, Poly e Rebecca, acho que eh um dos poucos assuntos em que concordamos plenamente. os amigos sao uma luz intensa e linda que brilha muito e embeleza a vida. acho que a distancia, ou o tempo talvez, fez com que alguns dos meus queridos, hoje formulasses frases, textos, e-mails cheios (ou nao) de palavras que falam direto com as minhas emocoes e sempre culminam num sentimento meu de gratidao a Deus pela vida deles. como eh bom ser amada! como eh bom ter em nesses - nao precisam ser muitos - a intensidade de um amor puro e sincero que nasceu de tantas risadas, papos, trocas, e algumas vezes ate lagrimas. como eh gostoso ver as sementes ha algum tempo plantadas darem frutos tao belos.
coleciono essas declaracoes no album de figurinhas do meu coracao e pra mim, cada uma delas eh valiosissima, unica e inigualavel. simplesmente guardo-as porque tambem amo quem as fez.
essa semana recebi um e-mail lindo. talvez um dos mais lindos que esse meu querido me escreveu, uma declaracao de afirmacao de um amor fraterno que ha algum tempo existe. somos amigos confidentes, parceiros de muitas noitadas regadas com guarana do BRASIl, de risadas e gargalhadas incontaveis. esse eh meu amigo, o garoto zapping, troca de assunto como quem troca de musica num ipod. inteligente, ponderado, estiloso e cheirooooooso! querido, querido, querido! meu amigo incansavel e incondicional, disso sei. obrigada por tudo! sei que que voce vai ler esse post e por isso quero dizer, querido amigo marcelo que Deus me agraciou com sua amizade e com seu carinho.
eh... poucas coisas na vida sao tao gostosas quanto as surpresas que os amigos verdadeiros proporcionam pra nos. muitas vezes sao eles, os amigos, que nos fazem viver momentos inesqueciveis e que nos provam por a+b que vale a pena torcar sentimentos sinceros e ser voce mesmo em qualquer circunstancias. vale a pena plantar sementes naturais e fortes e espera-las crescer. isso leva tempo, (e o tempo traz maturudade e serenidade) mas gracas a Deus, hoje jah colho o que foi semeado ha tanto tempo. soh o tempo, carrasco pra alguns, eh que poderia trazer-me esse presente tao perfeito.
eh... valeu a pena a troca, valeu a pena a espera, valeu a pena a abertura. declaro aqui que valeu a pena tudo, tudo, tudo que vivi e compartilhei com os que hoje compartilham comigo sua amizade.
como eh bom.
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-antes de prosseguir, devo pedir-lhes que perdoem-me pela falta de acentos, mas esqueci-me como usar os benditos nessa plataforma -
nos ultimos tempos tenho ouvido muitas declaracoes de amor. amor de homens, amor de pais e amor de amigos. quero gastar um pouco de tempo falando desses ultimos. assunto certo na mesa do bar nos happy hours da vida entre mim, Poly e Rebecca, acho que eh um dos poucos assuntos em que concordamos plenamente. os amigos sao uma luz intensa e linda que brilha muito e embeleza a vida. acho que a distancia, ou o tempo talvez, fez com que alguns dos meus queridos, hoje formulasses frases, textos, e-mails cheios (ou nao) de palavras que falam direto com as minhas emocoes e sempre culminam num sentimento meu de gratidao a Deus pela vida deles. como eh bom ser amada! como eh bom ter em nesses - nao precisam ser muitos - a intensidade de um amor puro e sincero que nasceu de tantas risadas, papos, trocas, e algumas vezes ate lagrimas. como eh gostoso ver as sementes ha algum tempo plantadas darem frutos tao belos.
coleciono essas declaracoes no album de figurinhas do meu coracao e pra mim, cada uma delas eh valiosissima, unica e inigualavel. simplesmente guardo-as porque tambem amo quem as fez.
essa semana recebi um e-mail lindo. talvez um dos mais lindos que esse meu querido me escreveu, uma declaracao de afirmacao de um amor fraterno que ha algum tempo existe. somos amigos confidentes, parceiros de muitas noitadas regadas com guarana do BRASIl, de risadas e gargalhadas incontaveis. esse eh meu amigo, o garoto zapping, troca de assunto como quem troca de musica num ipod. inteligente, ponderado, estiloso e cheirooooooso! querido, querido, querido! meu amigo incansavel e incondicional, disso sei. obrigada por tudo! sei que que voce vai ler esse post e por isso quero dizer, querido amigo marcelo que Deus me agraciou com sua amizade e com seu carinho.
eh... poucas coisas na vida sao tao gostosas quanto as surpresas que os amigos verdadeiros proporcionam pra nos. muitas vezes sao eles, os amigos, que nos fazem viver momentos inesqueciveis e que nos provam por a+b que vale a pena torcar sentimentos sinceros e ser voce mesmo em qualquer circunstancias. vale a pena plantar sementes naturais e fortes e espera-las crescer. isso leva tempo, (e o tempo traz maturudade e serenidade) mas gracas a Deus, hoje jah colho o que foi semeado ha tanto tempo. soh o tempo, carrasco pra alguns, eh que poderia trazer-me esse presente tao perfeito.
eh... valeu a pena a troca, valeu a pena a espera, valeu a pena a abertura. declaro aqui que valeu a pena tudo, tudo, tudo que vivi e compartilhei com os que hoje compartilham comigo sua amizade.
como eh bom.
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Wednesday, January 3, 2007
estante
há coisa de quase 6 anos percebi que na minha casa tinha uma estante. nunca tinha visto ela antes. comecei a olhar os volumes das coleções de livros, os arranjos, a poeira, as gavetas e notei que tinha muita coisa fora do lugar. o que eu mais gostava tava na última prateleira enquanto o que já poderia ter ido pra doação tava nas prateleiras de baixo. ao invés de tentar ficar remendando a arrumação ruim, resolvi puxar a estante de uma vez só no chão. e não é que ela veio mesmo? machucou um pouco porque algumas coisas caíram em cima de mim. nada que tenha sido muito sério e que eu já não tenha esquecido das dores e dos hematomas. hoje, a maioria não dói nem mais um tico. enfim, acho que só agora depois desse tempo todo é que consigo ver como está ficando a arrumação dessa estante.
como boa designer, sempre guardo uns papéis aí pra servirem de referência pra algum projeto futuro (que nem sei se vai surgir). é a tal da tralha. sempre guardo um pouco e é muito difícil de me livrar dela! além da tralha – que pode ficar jogada por trás dos livros sem ninguém ver – acho maravilhoso que existam as gavetas. as gavetas são grandes baús de memórias. geralmente é lá que fica o que não quero que empoeire muito ou que tem um formato diferente, ou o que não deve ficar tão à vista. tenho muitas gavetas e acho isso perfeito. confesso que tenho as minhas preferidas, que são as de mais fácil acesso. dá pra ir lá abrir, pegar o que tem dentro, olhar, admirar, curtir e depois guardar com mais carinho do que antes. no entanto, a versatilidade das gavetas é o que mais me apaixona. se depois de abri-la e vir o que tem dentro eu quiser mudar as coisas de lugar é muito fácil. pego e rearranjo o que quiser . talvez mais perto, talvez mais longe. depende da situação.
depois das gavetas, parto pros volumes e pros arranjos. lá em cima, o que pode ser visto, mas que raramente acesso, e a ordem assim vai decrescendo até chegar perto dos olhos e do coração. essa arrumação vai levar minha vida inteirinha, eu já sei. e sobe e desce, guarda, joga fora. tô preparada pra isso porque sei que uma hora a gente quer isso e daqui a pouco aquilo outro, não que sejamos inconstantes, mas somos dinâmicos e a vida sempre nos mostra mais de uma saída. mudamos o tempo todo, inclusive de opinião (ainda bem). isso vale pra defender a tal da tralha, coitada. é lindo quando em algum momento qualquer a gente se surpreende com ela porque finalmente foi útil. tudo tem um motivo. da mesma forma são as pessoas, não que pessoas sejam tralhas, mas elas podem ficar guardadas em um canto qualquer do coração ou da memória esperando o momento certo de revelar o porquê ocuparam esse espaço por tanto tempo. e nessa minha estante, as pessoas, como os livros podem estar algumas vezes mais perto de mim e outras mais longe. as pessoas, como os livros, podem demorar meses, anos muitas vezes, pra serem lidas e finalmente entendidas. as pessoas, como os livros, podem nos marcar e velar nosso sono da mesinha de cabeceira e depois, como numa doação, se tornarem guardiãos dos cuidados de outros. o fato de doar não significa, nem nunca significou esquecer-se de. ao contrário, é dizer que algo foi importante pra mim em algum momento, e que eu acredito que pode ser útil pra outras pessoas também.
arrumar essa estante não é nada fácil e é bastante cansativo, pra falar a verdade. em questão de minutos, o que tava lá em cima pode descer – e a escada pode ser o perdão, um e-mail ou um telefonema inesperado. o que tava cá embaixo pode subir, ir pra direita ou pra esquerda ou sair da estante. normal, novos livros surgem e a estante é uma só. haja estrutura pra agüentar tanta coisa! e é por respeitar a capacidade dela que há de reorganizá-la e limpá-la periodicamente. e como há gosto pra tudo nessa vida, nela sempre poderão coexistir os bestsellers e os folhetins mais xumbregas. o critério é meu e ninguém pode meter o nariz, aliás, nem a mão. deixem a minha estante porque dela cuido eu! não deixo empoeirar e tenho procurado deixá-la sempre da forma que mais me agrada, que mais me agrada vê-la quando me sento diante dela para admirá-la. guardo verdadeiros tesouros nela e algumas referências menos vistosas também. mas nunca me esqueço do que tenho lá. não posso e nem tenho como esquecer. aliás, nem quero.
costumo dizer que tudo tem uma lado bom e um lado ruim. não ter uma grande lista de bens me faz ficar ocupada com bens ainda maiores, porque, como diria shakespeare, não importa o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. pois é, concordando com cada palavrinha dele é que eu reafirmo que é muito bom parar nessa parte da minha casa e ver o que já consegui juntar ao longo desses 30 anos, ou melhor, muito melhor, quem já consegui ajuntar ao meu redor ao longo desses 30 anos (que logo, logo serão 31 – ui).
agradeço a Deus por cada “volume” da minha estante. sei que alguns são muito raros e outros únicos, mas independente disso, eu sei que se está lá é porque é importante pra mim e por isso estou em boa companhia.
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como boa designer, sempre guardo uns papéis aí pra servirem de referência pra algum projeto futuro (que nem sei se vai surgir). é a tal da tralha. sempre guardo um pouco e é muito difícil de me livrar dela! além da tralha – que pode ficar jogada por trás dos livros sem ninguém ver – acho maravilhoso que existam as gavetas. as gavetas são grandes baús de memórias. geralmente é lá que fica o que não quero que empoeire muito ou que tem um formato diferente, ou o que não deve ficar tão à vista. tenho muitas gavetas e acho isso perfeito. confesso que tenho as minhas preferidas, que são as de mais fácil acesso. dá pra ir lá abrir, pegar o que tem dentro, olhar, admirar, curtir e depois guardar com mais carinho do que antes. no entanto, a versatilidade das gavetas é o que mais me apaixona. se depois de abri-la e vir o que tem dentro eu quiser mudar as coisas de lugar é muito fácil. pego e rearranjo o que quiser . talvez mais perto, talvez mais longe. depende da situação.
depois das gavetas, parto pros volumes e pros arranjos. lá em cima, o que pode ser visto, mas que raramente acesso, e a ordem assim vai decrescendo até chegar perto dos olhos e do coração. essa arrumação vai levar minha vida inteirinha, eu já sei. e sobe e desce, guarda, joga fora. tô preparada pra isso porque sei que uma hora a gente quer isso e daqui a pouco aquilo outro, não que sejamos inconstantes, mas somos dinâmicos e a vida sempre nos mostra mais de uma saída. mudamos o tempo todo, inclusive de opinião (ainda bem). isso vale pra defender a tal da tralha, coitada. é lindo quando em algum momento qualquer a gente se surpreende com ela porque finalmente foi útil. tudo tem um motivo. da mesma forma são as pessoas, não que pessoas sejam tralhas, mas elas podem ficar guardadas em um canto qualquer do coração ou da memória esperando o momento certo de revelar o porquê ocuparam esse espaço por tanto tempo. e nessa minha estante, as pessoas, como os livros podem estar algumas vezes mais perto de mim e outras mais longe. as pessoas, como os livros, podem demorar meses, anos muitas vezes, pra serem lidas e finalmente entendidas. as pessoas, como os livros, podem nos marcar e velar nosso sono da mesinha de cabeceira e depois, como numa doação, se tornarem guardiãos dos cuidados de outros. o fato de doar não significa, nem nunca significou esquecer-se de. ao contrário, é dizer que algo foi importante pra mim em algum momento, e que eu acredito que pode ser útil pra outras pessoas também.
arrumar essa estante não é nada fácil e é bastante cansativo, pra falar a verdade. em questão de minutos, o que tava lá em cima pode descer – e a escada pode ser o perdão, um e-mail ou um telefonema inesperado. o que tava cá embaixo pode subir, ir pra direita ou pra esquerda ou sair da estante. normal, novos livros surgem e a estante é uma só. haja estrutura pra agüentar tanta coisa! e é por respeitar a capacidade dela que há de reorganizá-la e limpá-la periodicamente. e como há gosto pra tudo nessa vida, nela sempre poderão coexistir os bestsellers e os folhetins mais xumbregas. o critério é meu e ninguém pode meter o nariz, aliás, nem a mão. deixem a minha estante porque dela cuido eu! não deixo empoeirar e tenho procurado deixá-la sempre da forma que mais me agrada, que mais me agrada vê-la quando me sento diante dela para admirá-la. guardo verdadeiros tesouros nela e algumas referências menos vistosas também. mas nunca me esqueço do que tenho lá. não posso e nem tenho como esquecer. aliás, nem quero.
costumo dizer que tudo tem uma lado bom e um lado ruim. não ter uma grande lista de bens me faz ficar ocupada com bens ainda maiores, porque, como diria shakespeare, não importa o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. pois é, concordando com cada palavrinha dele é que eu reafirmo que é muito bom parar nessa parte da minha casa e ver o que já consegui juntar ao longo desses 30 anos, ou melhor, muito melhor, quem já consegui ajuntar ao meu redor ao longo desses 30 anos (que logo, logo serão 31 – ui).
agradeço a Deus por cada “volume” da minha estante. sei que alguns são muito raros e outros únicos, mas independente disso, eu sei que se está lá é porque é importante pra mim e por isso estou em boa companhia.
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o tamanho das coisas
um chaveiro do cristo redentor no bolso de um turista mineiro pode ser a coisa mais normal do mundo. mas se quando ele chega em casa, tirar o bendito (força de expressão) do bolso e o colocar em cima da mesa da cozinha, a formiga que passava despreocupada por lá vai pensar que o rio de janeiro mudou de lugar no mapa e vai correndo pegar a câmera pra tirar uma foto, uai.
a física diz que tudo depende do referencial. eu digo que tudo depende do olho de quem vê. o que pode ser uma coisinha pra mim, pode ser um grand cânion pra outrem. o fato é que quanto mais importância damos aos fatores externos, mais importantes eles parecem. é obvio mesmo. não é pra ser uma conclusão brilhante. só óbvia mesmo.
a convivência com quem só vê cânions é um tanto quanto árdua (na minha perspectiva). mas daí você pode escolher, tentar mostrar o que você vê ou deixar pra lá. sabe, eu já dei muita importância pra gente muito boba. gente que só tinha coisa boba pra dizer ou maldade na cabeça. hoje não faço mais isso. não vale à pena. melhor assim que dá pra economizar as energias para o bem. as pessoas podem fazer o que quiser – cada cabeça é um mundo – mas é a forma como eu reajo ao que é feito pra mim que me importa. verdade seja dita, nem sempre dá pra ter sangue frio e pensar no melhor pra si sem ser controlado pela emoção do momento. hines no seu livro sobre o poder emocional da embalagem diz que a emoção acelera o julgamento. e é verdade. quisera eu sempre conseguir ver as coisas com a serenidade dos olhos sábios e não com o impulso do pulso do coração.
desejo não ver as coisas nem maiores nem menores do que são. desejo ter a sabedoria que vem do alto pra vê-las tal qual elas são. essa percepção acurada das coisas é o que distingue os turistas das formigas. os grandes dos pequenos. eu me pergunto, o que pode ser tão grande assim que não cabe no meu bolso e o que pode ser tão pequeno que tenho dificuldade de ver sem um microscópio? tudo deve estar no seu lugar. nos tamanhos certos e apropriados pro meu tamanho. pro tamanho da minha percepção. é assim que deve ser.
é depois de escrever coisas assim que vejo quanto ainda sou pequena (mas não com o olhar tão formigal) e quanto espaço ainda tenho que crescer pra ser quem desejo ser. haja biotônico fontoura...
a física diz que tudo depende do referencial. eu digo que tudo depende do olho de quem vê. o que pode ser uma coisinha pra mim, pode ser um grand cânion pra outrem. o fato é que quanto mais importância damos aos fatores externos, mais importantes eles parecem. é obvio mesmo. não é pra ser uma conclusão brilhante. só óbvia mesmo.
a convivência com quem só vê cânions é um tanto quanto árdua (na minha perspectiva). mas daí você pode escolher, tentar mostrar o que você vê ou deixar pra lá. sabe, eu já dei muita importância pra gente muito boba. gente que só tinha coisa boba pra dizer ou maldade na cabeça. hoje não faço mais isso. não vale à pena. melhor assim que dá pra economizar as energias para o bem. as pessoas podem fazer o que quiser – cada cabeça é um mundo – mas é a forma como eu reajo ao que é feito pra mim que me importa. verdade seja dita, nem sempre dá pra ter sangue frio e pensar no melhor pra si sem ser controlado pela emoção do momento. hines no seu livro sobre o poder emocional da embalagem diz que a emoção acelera o julgamento. e é verdade. quisera eu sempre conseguir ver as coisas com a serenidade dos olhos sábios e não com o impulso do pulso do coração.
desejo não ver as coisas nem maiores nem menores do que são. desejo ter a sabedoria que vem do alto pra vê-las tal qual elas são. essa percepção acurada das coisas é o que distingue os turistas das formigas. os grandes dos pequenos. eu me pergunto, o que pode ser tão grande assim que não cabe no meu bolso e o que pode ser tão pequeno que tenho dificuldade de ver sem um microscópio? tudo deve estar no seu lugar. nos tamanhos certos e apropriados pro meu tamanho. pro tamanho da minha percepção. é assim que deve ser.
é depois de escrever coisas assim que vejo quanto ainda sou pequena (mas não com o olhar tão formigal) e quanto espaço ainda tenho que crescer pra ser quem desejo ser. haja biotônico fontoura...
Tuesday, January 2, 2007
passagem
passagem de ano.
2006 - 2007
sei que vou reler esse post daqui a 1 ano.
nada de festas ou badalação. em casa, algumas horas só. depois, irmã e sobrinha. os traven à meia-noite.
acho que a única coisa excepcional foi eu querer ensinar a baixinha de 3 anos a coreografia de YMCA. talvez isso fique na história. bem, certamente na história da minha lembrança. a bichinha não acertou nenhuma vez. desisti. voltei pro jantar comprado no mercado e esquentado no microondas... hum... é... isso é um grande avanço e excepcional também. viva a comida pronta de microondas!
ai, as descobertas de final-de-ano.
mas, foi aqui que escolhi. escolhi ficar em família, já que a família já tava muito desfalcada.
é... escolhi.
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2006 - 2007
sei que vou reler esse post daqui a 1 ano.
nada de festas ou badalação. em casa, algumas horas só. depois, irmã e sobrinha. os traven à meia-noite.
acho que a única coisa excepcional foi eu querer ensinar a baixinha de 3 anos a coreografia de YMCA. talvez isso fique na história. bem, certamente na história da minha lembrança. a bichinha não acertou nenhuma vez. desisti. voltei pro jantar comprado no mercado e esquentado no microondas... hum... é... isso é um grande avanço e excepcional também. viva a comida pronta de microondas!
ai, as descobertas de final-de-ano.
mas, foi aqui que escolhi. escolhi ficar em família, já que a família já tava muito desfalcada.
é... escolhi.
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escolhas
o ano que passou foi marcado por essa palavra. o momento da decisão pode até muito curto ou muito longo, mas provavelmente esquecido depois de algum tempo. o que dificilmente se esquece são os frutos dessas nossas escolhas. eu tive que escolher muito no ano que passou.
escolhi pensar em mim, seguindo o conselho de rebecca. escolhi pensar no meu futuro e na minha vida. escolhi ser amada e deixar tudo pra trás também. fiz escolhas certas e erradas. escolhas que deram frutos de arrependimento e outras que deram frutos surpreendentemente bons. faz parte do processo.
escolhi não esperar tanto dos outros, nem cobrar-lhes as minhas próprias atitudes. somos diferentes. escolhi entender que as pessoas também têm motivos pra fazer suas escolhas pessoais. escolhi não ficar chateada se as coisas não são do jeito que eu achava que tinham que ser. escolhi não pensar muito nos motivos dos outros. escolhi me basear mais em fatos do que em fantasias.
escolhi saber quem eu sou, não importa quanto tempo essa descoberta leve.
escolhi ser eu mesma, qualquer que seja a situação. escolhi perguntar as coisas e ouvir mais do que falar. escolhi observar o meu redor antes de dar o primeiro passo. escolhi deixar que outros dêem o primeiro passo primeiro. escolhi respeitar as minhas opiniões e dar razão à minha intuição - isso ainda é difícil.
escolhi ser mais prudente em determinadas coisas e mais inconseqüente em outras. escolhi deixar rolar e parar com a mania de querer controlar o incontrolável.
escolhi só me dar de verdade pra quem se dá pra mim de verdade. escolhi selecionar mais quem vai estar na minha festa. escolhi, sem pena, os que vão ficar de fora (sempre tem quem fica mesmo...). escolhi ter amigos, conhecidos e colegas sem peso na consciência. escolhi poucos pra serem meus amigos íntimos, e é bom que seja assim mesmo. escolhi ser muito de poucos, pra que sempre haja qualidade no tempo gasto e a certeza de uma sintonia fina que transcende o espaço entre os corpos.
escolhi estar com Deus, porque desse eu não largo mão nunca mais. escolhi a luz às trevas, a paz à angústia e sei que essa é a melhor das escolhas que poderia ter feito na minha vida.
escolhi escrever, pra que mais tarde possa voltar aqui e lembrar dessas sementes que plantei e que algumas ainda estão por germinar. escolhi compartilhar essas palavras com vocês, poucos, pra que soubessem como e onde estou, se é que isso realmente lhes interessa.
escolhi que vou escolher sempre, porque essa coisa de maria-vai-com-as-outras é coisa de freira em procissão.
ainda bem que posso escolher.
escolhi acabar aqui, mesmo sem um desfeixo, afinal de contas, esse texto começou sem muita pretensão de querer acabar mesmo.
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escolhi pensar em mim, seguindo o conselho de rebecca. escolhi pensar no meu futuro e na minha vida. escolhi ser amada e deixar tudo pra trás também. fiz escolhas certas e erradas. escolhas que deram frutos de arrependimento e outras que deram frutos surpreendentemente bons. faz parte do processo.
escolhi não esperar tanto dos outros, nem cobrar-lhes as minhas próprias atitudes. somos diferentes. escolhi entender que as pessoas também têm motivos pra fazer suas escolhas pessoais. escolhi não ficar chateada se as coisas não são do jeito que eu achava que tinham que ser. escolhi não pensar muito nos motivos dos outros. escolhi me basear mais em fatos do que em fantasias.
escolhi saber quem eu sou, não importa quanto tempo essa descoberta leve.
escolhi ser eu mesma, qualquer que seja a situação. escolhi perguntar as coisas e ouvir mais do que falar. escolhi observar o meu redor antes de dar o primeiro passo. escolhi deixar que outros dêem o primeiro passo primeiro. escolhi respeitar as minhas opiniões e dar razão à minha intuição - isso ainda é difícil.
escolhi ser mais prudente em determinadas coisas e mais inconseqüente em outras. escolhi deixar rolar e parar com a mania de querer controlar o incontrolável.
escolhi só me dar de verdade pra quem se dá pra mim de verdade. escolhi selecionar mais quem vai estar na minha festa. escolhi, sem pena, os que vão ficar de fora (sempre tem quem fica mesmo...). escolhi ter amigos, conhecidos e colegas sem peso na consciência. escolhi poucos pra serem meus amigos íntimos, e é bom que seja assim mesmo. escolhi ser muito de poucos, pra que sempre haja qualidade no tempo gasto e a certeza de uma sintonia fina que transcende o espaço entre os corpos.
escolhi estar com Deus, porque desse eu não largo mão nunca mais. escolhi a luz às trevas, a paz à angústia e sei que essa é a melhor das escolhas que poderia ter feito na minha vida.
escolhi escrever, pra que mais tarde possa voltar aqui e lembrar dessas sementes que plantei e que algumas ainda estão por germinar. escolhi compartilhar essas palavras com vocês, poucos, pra que soubessem como e onde estou, se é que isso realmente lhes interessa.
escolhi que vou escolher sempre, porque essa coisa de maria-vai-com-as-outras é coisa de freira em procissão.
ainda bem que posso escolher.
escolhi acabar aqui, mesmo sem um desfeixo, afinal de contas, esse texto começou sem muita pretensão de querer acabar mesmo.
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