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Tuesday, March 27, 2007
inspiradora
amigos, encontrei por acaso uma menina que tem um bom gosto, tipo assim, tdb. até mandei um recadinho pra ela parabenizando por isso. ela é super culta e por isso só poderia ter opiniões tão refinadas. o blog dela é o http://finaflordobrega.blogspot.com/2004_10_01_finaflordobrega_archive.html e copiei esse post dela. vocês hão de convir que precisa muito refinamento pra ter respostas tão corretas. pra ver algumas imagens, aconselho vocês darem um pulo até lá.
bjs,
polly
post: Se eu fosse ...
by loulou de cacharel
Olá meu povo, voltei !!!! Pra dizer um oi rápido, e para um post curtíssimo ...
Inspirada no post que E - L - A- S já fizeram, eu, a brega de plantão, parei pra pensar... e se eu, Loulou de Cacharel, fosse ...
............................................
Se eu fosse uma música internacional: Siga seu rumo - Dupla Pimpinella;
Se eu fosse uma música nacional: Eu sobrevivo - Vanusa (versão de I´ll survive feita por Paulo Coelho);
Se eu fosse uma cantora: Gretchen;
Se eu fosse um cantor: Sidney Magal;
Se eu fosse um filme: Domésticas;
Se eu fosse uma trilha Sonora: Lisbela e o Prisioneiro;
Se eu fosse um objeto de decoração: buda espelhado;
Se eu fosse uma flor: Um girassol de plástico, óbvio !
Se eu fosse uma parte do corpo: Os olhos, protegidos por um belo Ambervision !
Se eu fosse um perfume: Rastro;
Se eu fosse um livro: Eu não sou cachorro não - do historiador Paulo César Araújo;
Se eu fosse uma celebridade: Vera Loyola;
Se eu fosse uma artista Nacional:Falcão ( será que o fim, quiça começo, de todo arquiteto é esse ?! Meu pai morre de medo que eu vire a versão feminina dele ! hahaha);
Se eu fosse uma artista Internacional: Cher;
Se eu fosse uma apresentadora de TV: Hebe Camargo ... Gracinha !!!
Se eu fosse um verbo: cantar;
Se eu fosse uma virtude: bom humor;
Se eu fosse um defeito: impaciência;
Se eu fosse uma comida: Aqueles espetinhos de salsicha ;
Se eu fosse um doce: Cajuzinho;
Se eu fosse um dia da semana: Sábado;
Se eu fosse um animal: Qualquer um com um padrão chiquérrimo, tipo: onça, zebra, leopardo... um luxu !
Se eu fosse uma cor: Roxo batata;
Se eu fosse uma diversão: Show do Reginaldo Rossi;
Se eu fosse uma cidade: Las Vegas;
Se eu fosse um país: Brasil;
Se eu fosse um político: Dr. Enéas;
Se eu fosse um programa de televisão: Cassino do Chacrinha;
Se eu fosse um carro: Fuscão preto;
Se eu fosse uma novela: Brega & Chique;
Se eu fosse um quadro: O menino chorando;
(gente vamos combinar, quem não lembra dessa estória ??? Dizem, que se você ficar esbugalhando os olhos vai ver, que embaixo do ombro esquerdo tem uma figura barbada meio parecida com um preto velho.Que virada de lado na horizontal parece que tem um peixe, lobo ou lagarto comendo o garoto e que ele só está com a cabeça de fora.);
Se eu fosse um jurado do Show de calouros: Elke Maravilha;
Se eu fosse um elemento arquitetônico: Cobogó( Cobogó, antigo recurso da arquitetura para dar privacidade ao ambiente sem dele tirar a ventilação e a luminosidade, a origem da palavra :Cobogó vem das iniciais dos sobrenomes dos engenheiros Coimbra, Beckmann e Góis);
Se eu fosse um edifício: Centro Empresarial Mourisco - Botafogo - RJ;
E você, meu amigo leitor, já parou pra pensar em alguns desses itens ? Faça sua lista também !
Aguardem, que estou preparando o post musical . Então, no final de semana, eu venho com mais novidades que moambeiro quando volta de Miami !
Beijos pra vocês !
Loulou de Cacharel | 11:36 PM|
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bjs,
polly
post: Se eu fosse ...
by loulou de cacharel
Olá meu povo, voltei !!!! Pra dizer um oi rápido, e para um post curtíssimo ...
Inspirada no post que E - L - A- S já fizeram, eu, a brega de plantão, parei pra pensar... e se eu, Loulou de Cacharel, fosse ...
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Se eu fosse uma música internacional: Siga seu rumo - Dupla Pimpinella;
Se eu fosse uma música nacional: Eu sobrevivo - Vanusa (versão de I´ll survive feita por Paulo Coelho);
Se eu fosse uma cantora: Gretchen;
Se eu fosse um cantor: Sidney Magal;
Se eu fosse um filme: Domésticas;
Se eu fosse uma trilha Sonora: Lisbela e o Prisioneiro;
Se eu fosse um objeto de decoração: buda espelhado;
Se eu fosse uma flor: Um girassol de plástico, óbvio !
Se eu fosse uma parte do corpo: Os olhos, protegidos por um belo Ambervision !
Se eu fosse um perfume: Rastro;
Se eu fosse um livro: Eu não sou cachorro não - do historiador Paulo César Araújo;
Se eu fosse uma celebridade: Vera Loyola;
Se eu fosse uma artista Nacional:Falcão ( será que o fim, quiça começo, de todo arquiteto é esse ?! Meu pai morre de medo que eu vire a versão feminina dele ! hahaha);
Se eu fosse uma artista Internacional: Cher;
Se eu fosse uma apresentadora de TV: Hebe Camargo ... Gracinha !!!
Se eu fosse um verbo: cantar;
Se eu fosse uma virtude: bom humor;
Se eu fosse um defeito: impaciência;
Se eu fosse uma comida: Aqueles espetinhos de salsicha ;
Se eu fosse um doce: Cajuzinho;
Se eu fosse um dia da semana: Sábado;
Se eu fosse um animal: Qualquer um com um padrão chiquérrimo, tipo: onça, zebra, leopardo... um luxu !
Se eu fosse uma cor: Roxo batata;
Se eu fosse uma diversão: Show do Reginaldo Rossi;
Se eu fosse uma cidade: Las Vegas;
Se eu fosse um país: Brasil;
Se eu fosse um político: Dr. Enéas;
Se eu fosse um programa de televisão: Cassino do Chacrinha;
Se eu fosse um carro: Fuscão preto;
Se eu fosse uma novela: Brega & Chique;
Se eu fosse um quadro: O menino chorando;
(gente vamos combinar, quem não lembra dessa estória ??? Dizem, que se você ficar esbugalhando os olhos vai ver, que embaixo do ombro esquerdo tem uma figura barbada meio parecida com um preto velho.Que virada de lado na horizontal parece que tem um peixe, lobo ou lagarto comendo o garoto e que ele só está com a cabeça de fora.);
Se eu fosse um jurado do Show de calouros: Elke Maravilha;
Se eu fosse um elemento arquitetônico: Cobogó( Cobogó, antigo recurso da arquitetura para dar privacidade ao ambiente sem dele tirar a ventilação e a luminosidade, a origem da palavra :Cobogó vem das iniciais dos sobrenomes dos engenheiros Coimbra, Beckmann e Góis);
Se eu fosse um edifício: Centro Empresarial Mourisco - Botafogo - RJ;
E você, meu amigo leitor, já parou pra pensar em alguns desses itens ? Faça sua lista também !
Aguardem, que estou preparando o post musical . Então, no final de semana, eu venho com mais novidades que moambeiro quando volta de Miami !
Beijos pra vocês !
Loulou de Cacharel | 11:36 PM|
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Monday, March 19, 2007
final feliz
polly está inconformada com o que eu disse há pouco. paciência. a vida é como é. algumas pessoas são complexas demais pra estarem no nível de simplicidade que quero viver a minha vida.
ela, feliz ou não, vai acabar entendendo que algumas vezes dizer adeus também é um final feliz. se ela pudesse se desprender de algumas coisas e sentir a leveza que sinto agora depois de ter dado tchau... ainda vai levar um tempo pra ela entender... mas sei que vai acabar entendendo, ou pelo menos dar mais ouvidos à mim, e à rebecca de uma próxima vez.
é... a cortinha fechou. depois de 6 anos, ela fechou.
the end.
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ela, feliz ou não, vai acabar entendendo que algumas vezes dizer adeus também é um final feliz. se ela pudesse se desprender de algumas coisas e sentir a leveza que sinto agora depois de ter dado tchau... ainda vai levar um tempo pra ela entender... mas sei que vai acabar entendendo, ou pelo menos dar mais ouvidos à mim, e à rebecca de uma próxima vez.
é... a cortinha fechou. depois de 6 anos, ela fechou.
the end.
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ponto no ponto
algumas coisas na vida definitivamente precisam acabar. muitas vezes as voltas que damos naturalmente se encarrega desse trabalho sujo e o que tinha que ficar no passado, fica. outras, insistimos, por razões desconhecidas, vamos lá "revirar o defunto". eu me pergunto... pra quê? cheira mal, é feio e além de tudo é um ato sinistro.
qdo esse defunto ainda tá andando saltitante por aí devemos lembrar em algumas coisas antes de tomarmos esse passo. sim, antes de mais nada, as pessoas mudam sim. basta olhar pra nós mesmos e ver. porém, algumas coisas tendem a congelar no tempo. coisas como sarcasmo, cinismo, ironia... essas coisas parecem estar entranhadas na carne. bem, eu particularmente, não gosto de nenhuma dessas características e rebecca mto menos, mas polly, sempre polly, tem uma tendência a se esquecer desses "detalhes" e sempre tá cutucando um defunto aqui e ali. pára, polly!
espero que hoje, garotinha, você tenha aprendido de vez a lição. quem tem ácido na fala, mostra que não base no interior. e ponto final do ponto que já havia sido dado.
e da próxima vez, faça como se estivesse perto da linha do trem: pare, olhe e escute eu que te falo que nem tudo é só bom. as lembranças boas devem sempre vir sim, mas lembrando das dificuldades também e quando pesadas igualmente é que dirão se você deve ou não ir buscar algo do lado de lá.
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qdo esse defunto ainda tá andando saltitante por aí devemos lembrar em algumas coisas antes de tomarmos esse passo. sim, antes de mais nada, as pessoas mudam sim. basta olhar pra nós mesmos e ver. porém, algumas coisas tendem a congelar no tempo. coisas como sarcasmo, cinismo, ironia... essas coisas parecem estar entranhadas na carne. bem, eu particularmente, não gosto de nenhuma dessas características e rebecca mto menos, mas polly, sempre polly, tem uma tendência a se esquecer desses "detalhes" e sempre tá cutucando um defunto aqui e ali. pára, polly!
espero que hoje, garotinha, você tenha aprendido de vez a lição. quem tem ácido na fala, mostra que não base no interior. e ponto final do ponto que já havia sido dado.
e da próxima vez, faça como se estivesse perto da linha do trem: pare, olhe e escute eu que te falo que nem tudo é só bom. as lembranças boas devem sempre vir sim, mas lembrando das dificuldades também e quando pesadas igualmente é que dirão se você deve ou não ir buscar algo do lado de lá.
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a velocidade de cada um
há coisa de uns 5 anos (ou mais) assisti um filme com esse título. estação botafogo... saudade... achei a história interessante apesar de monótona. guardei o título na memória e vez por outra o acesso pra me ajudar a entender algumas coisas.
pois é, tenho acessado bastante esses dias.
já convivi com todo tipo de gente. gente que fica adiantando o relógio pra ver se o tempo passa mais rápido, gente que segue o mesmo passo que o meu, gente que tá 10 minutos na minha frente, gente que tá 10 minutos atrás, gente que nem sabe pra que que serve relógio e gente que nem se dá conta que o tempo passa. independente disso ser uma característica que pode ou não me chamar atenção em alguém, o que vejo hoje é que algumas pessoas que parecem ter o dom de viver à frente do tempo físico e real são as pessoas mais difíceis de se conviver. complicado falar qualquer coisa com alguém que já sabe o que vai acontecer. parece não haver troca, a espectativa que os amigos criam juntos em relação a algo desejado. parece que tudo é tão monótono na vida dessas pessoas... quase não existe o fator surpresa. imagina isso? deve ser até entediante. credo!
eu ainda prefiro ser alguém numa máquina do tempo, que vai e volta e fica no presente. as lembranças de lá de trás (algumas) são maravilhosas e a perspectiva lá da frente também são. fico feliz com isso. e diante desse fato, só posso continuar semeando meu presente pra colher bons frutos no futuro (que um dia depois de acontecer já será meu passado - louco isso, não?). prefiro andar num passo mais lento que me cansar forçando-me a acompanhar a caminhada de alguém. poucos andam juntos, lado-a-lado, eu sei, mas também sei que os que desejo que estejam no mesmo fuso que eu estão ao alcance de um grito (talvez precise de um microfone... mas tudo bem). o importante é caminhar e não parar. posso até correr às vezes, mas pra mim, o bom mesmo é caminhar tranquilamente e aproveitar essas passadas pra observar direitinho o que está ao meu redor.
quem quiser correr e me deixar comendo poeira, pode ir, não me importo... só espero continuar fazendo o que tenho que fazer com prazer no coração.
esse texto não tá claro pra você? também não está muito claro pra mim. falo de mais de uma coisa nele. precisarei quebrá-lo em algumas partes no futuro. mas não agora, não hoje. talvez esteja numa marcha lenta. acho que preciso desacelerar a cabeça... é... talvez seja isso. cabeça a mil, coração pulsando junto, mas as palavras escritas não acompanham esse passo.
até mais... até mais...
daqui a pouco volto.
daqui a muito volto, não sei.
por que será que somos tão complexos?
deveriamos vir com manual de instruções, né não?
EM CASO DE PANE LIGUE 0800 XXXX XXXX.
certamente ligaria hoje.
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pois é, tenho acessado bastante esses dias.
já convivi com todo tipo de gente. gente que fica adiantando o relógio pra ver se o tempo passa mais rápido, gente que segue o mesmo passo que o meu, gente que tá 10 minutos na minha frente, gente que tá 10 minutos atrás, gente que nem sabe pra que que serve relógio e gente que nem se dá conta que o tempo passa. independente disso ser uma característica que pode ou não me chamar atenção em alguém, o que vejo hoje é que algumas pessoas que parecem ter o dom de viver à frente do tempo físico e real são as pessoas mais difíceis de se conviver. complicado falar qualquer coisa com alguém que já sabe o que vai acontecer. parece não haver troca, a espectativa que os amigos criam juntos em relação a algo desejado. parece que tudo é tão monótono na vida dessas pessoas... quase não existe o fator surpresa. imagina isso? deve ser até entediante. credo!
eu ainda prefiro ser alguém numa máquina do tempo, que vai e volta e fica no presente. as lembranças de lá de trás (algumas) são maravilhosas e a perspectiva lá da frente também são. fico feliz com isso. e diante desse fato, só posso continuar semeando meu presente pra colher bons frutos no futuro (que um dia depois de acontecer já será meu passado - louco isso, não?). prefiro andar num passo mais lento que me cansar forçando-me a acompanhar a caminhada de alguém. poucos andam juntos, lado-a-lado, eu sei, mas também sei que os que desejo que estejam no mesmo fuso que eu estão ao alcance de um grito (talvez precise de um microfone... mas tudo bem). o importante é caminhar e não parar. posso até correr às vezes, mas pra mim, o bom mesmo é caminhar tranquilamente e aproveitar essas passadas pra observar direitinho o que está ao meu redor.
quem quiser correr e me deixar comendo poeira, pode ir, não me importo... só espero continuar fazendo o que tenho que fazer com prazer no coração.
esse texto não tá claro pra você? também não está muito claro pra mim. falo de mais de uma coisa nele. precisarei quebrá-lo em algumas partes no futuro. mas não agora, não hoje. talvez esteja numa marcha lenta. acho que preciso desacelerar a cabeça... é... talvez seja isso. cabeça a mil, coração pulsando junto, mas as palavras escritas não acompanham esse passo.
até mais... até mais...
daqui a pouco volto.
daqui a muito volto, não sei.
por que será que somos tão complexos?
deveriamos vir com manual de instruções, né não?
EM CASO DE PANE LIGUE 0800 XXXX XXXX.
certamente ligaria hoje.
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Saturday, March 17, 2007
fazer nada
hoje foi um daqueles dias em que a gente pensa em algumas pessoas com um sentimento todo especial. foi dia de sentir saudade também. vontade de estar junto. vontade de sentir alguém junto. isso tem um nome... o sentir-se só é sempre ruim. o não ouvir a voz do outro também. pior ainda é não ser tocado, não ser abraçado. é... alguns dias são assim.
hoje descobri porque "fazer nada junto e estar muito feliz" é uma das caracaterísticas das grandes amizades. descobri que realmente não é necessário fazer nada, além de companhia um pro outro, e estar feliz.
infelizmente isso ainda me falta hoje.
mas hoje vai passar.
sempre passou.
bem que haviam me avisado que quando a gente fica mais velho é mais difícil de fazer amizades... não pelas pessoas que me cercam aqui em si, mas pela correria de cada um que aparentemente não têm o tempo disponível pra dedicarem-se a uma amizade "nos velhos padrões".
é... mais uma vez é uma questão referente ao tempo.
ele vai passar.
também sempre passou.
espero que ele esteja me reservando boas surpresas lá na frente.
as quero.
preciso.
nunca pensei que ter o outro ao alcance das mãos fosse algo tão incrivelmente poderoso. nunca pensei que não tê-lo fosse mais ainda.
mas isso foi hoje. esse sentimento todo foi hoje.
todos temos dias assim.
todos temos dias melhores.
o tempo me trará, quem sabe já amanhã, esses dias melhores.
quem sabe?
assim espero.
e enquanto isso, fico fazendo nada aqui, comigo mesma.
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hoje descobri porque "fazer nada junto e estar muito feliz" é uma das caracaterísticas das grandes amizades. descobri que realmente não é necessário fazer nada, além de companhia um pro outro, e estar feliz.
infelizmente isso ainda me falta hoje.
mas hoje vai passar.
sempre passou.
bem que haviam me avisado que quando a gente fica mais velho é mais difícil de fazer amizades... não pelas pessoas que me cercam aqui em si, mas pela correria de cada um que aparentemente não têm o tempo disponível pra dedicarem-se a uma amizade "nos velhos padrões".
é... mais uma vez é uma questão referente ao tempo.
ele vai passar.
também sempre passou.
espero que ele esteja me reservando boas surpresas lá na frente.
as quero.
preciso.
nunca pensei que ter o outro ao alcance das mãos fosse algo tão incrivelmente poderoso. nunca pensei que não tê-lo fosse mais ainda.
mas isso foi hoje. esse sentimento todo foi hoje.
todos temos dias assim.
todos temos dias melhores.
o tempo me trará, quem sabe já amanhã, esses dias melhores.
quem sabe?
assim espero.
e enquanto isso, fico fazendo nada aqui, comigo mesma.
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Friday, March 16, 2007
pensamento de outrem
gosto dele também.
Act that your principle of action might safely be made a law for the whole world.
All our knowledge begins with the senses, proceeds then to the understanding, and ends with reason. There is nothing higher than reason.
All the interests of my reason, speculative as well as practical, combine in the three following questions: 1. What can I know? 2. What ought I to do? 3. What may I hope?
All thought must, directly or indirectly, by way of certain characters, relate ultimately to intuitions, and therefore, with us, to sensibility, because in no other way can an object be given to us.
Always recognize that human individuals are ends, and do not use them as means to your end.
By a lie, a man... annihilates his dignity as a man.
Experience without theory is blind, but theory without experience is mere intellectual play.
Happiness is not an ideal of reason, but of imagination.
Immaturity is the incapacity to use one's intelligence without the guidance of another.
Ingratitude is the essence of vileness.
Intuition and concepts constitute... the elements of all our knowledge, so that neither concepts without an intuition in some way corresponding to them, nor intuition without concepts, can yield knowledge.
It is beyond a doubt that all our knowledge that begins with experience.
It is not God's will merely that we should be happy, but that we should make ourselves happy.
It is not necessary that whilst I live I live happily; but it is necessary that so long as I live I should live honourably.
Live your life as though your every act were to become a universal law.
May you live your life as if the maxim of your actions were to become universal law.
Morality is not the doctrine of how we may make ourselves happy, but how we may make ourselves worthy of happiness.
Science is organized knowledge. Wisdom is organized life.
To be is to do.
immanuel kant
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Act that your principle of action might safely be made a law for the whole world.
All our knowledge begins with the senses, proceeds then to the understanding, and ends with reason. There is nothing higher than reason.
All the interests of my reason, speculative as well as practical, combine in the three following questions: 1. What can I know? 2. What ought I to do? 3. What may I hope?
All thought must, directly or indirectly, by way of certain characters, relate ultimately to intuitions, and therefore, with us, to sensibility, because in no other way can an object be given to us.
Always recognize that human individuals are ends, and do not use them as means to your end.
By a lie, a man... annihilates his dignity as a man.
Experience without theory is blind, but theory without experience is mere intellectual play.
Happiness is not an ideal of reason, but of imagination.
Immaturity is the incapacity to use one's intelligence without the guidance of another.
Ingratitude is the essence of vileness.
Intuition and concepts constitute... the elements of all our knowledge, so that neither concepts without an intuition in some way corresponding to them, nor intuition without concepts, can yield knowledge.
It is beyond a doubt that all our knowledge that begins with experience.
It is not God's will merely that we should be happy, but that we should make ourselves happy.
It is not necessary that whilst I live I live happily; but it is necessary that so long as I live I should live honourably.
Live your life as though your every act were to become a universal law.
May you live your life as if the maxim of your actions were to become universal law.
Morality is not the doctrine of how we may make ourselves happy, but how we may make ourselves worthy of happiness.
Science is organized knowledge. Wisdom is organized life.
To be is to do.
immanuel kant
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ele já sabia...
gonzagão, soube, como ninguém ler a alma feminina...
mas, como ele mesmo depois disse... "só se rindo, só se rindo, casamento não é brinquedo de menino"... e sendo assim ele continua, "é melhor eu morrer virgem".
polly ri a beça disso. e eu também! [rebecca já não acha a menor graça!]
dá-lhe, gonzagão!
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Thursday, March 15, 2007
pensamento de outrem
"se alguém peensa saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber."
paulo de tarso, apóstolo de Cristo
I coríntios 8:2
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paulo de tarso, apóstolo de Cristo
I coríntios 8:2
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Wednesday, March 14, 2007
zumbi
semana passada tivemos um recesso. precisávamos. queríamos. desejávamos. parar a cabeça, dar um tempo, uma respirada... mas confesso que já ne segunda, desejei que essa semana não tivesse vindo. poucas horas de sono, agitação e acumulo de tarefas! socorro! tô que não me aguento... provas, aulas, tarefas... tudo empilhado, esperando os espasmos de energia do meu cérebro adormecido. ACORDA, JOÃO!
mas enquanto esse milagre da natureza humana não acontece, vou ficando por aqui que nem um zumbi da cidade, dormindo de olho aberto e sonhando com a minha cama.
e por favor, que ninguém me acorde.
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mas enquanto esse milagre da natureza humana não acontece, vou ficando por aqui que nem um zumbi da cidade, dormindo de olho aberto e sonhando com a minha cama.
e por favor, que ninguém me acorde.
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Friday, March 9, 2007
pensa aí
se "limite" é uma variável pessoal, e só sabido quando experimentado, como eu sei que o alcancei? como é que eu crio um parâmetro para o que ainda não conheço?
Thursday, March 8, 2007
desencontro comigo mesma
a gente vai vendo que vai amadurecendo [pra não dizer ficando velha] quando vemos nossas reações diante de algmas situações. por exemplo, quando se está no primário [e me recuso a falar ensino fundamental só pra você ter uma idéia da minha idade], a gente morre de medo dos professores, ou melhor das tias, e o que elas dizem é lei. depois de algum tempo, já na faculdade, a gente vê que nem sempre os mestres têm razão e questionamos algumas coisas. crescemos e entendemos que não existe um homem que seja dono-da-verdade, e que todos têm suas limitações e que devemos querer pensar por nós mesmos.
um outro exemplo, mais genérico, é quando achamos que vamos reagir da mesma forma diante de uma situação corriqueira, mas do nada, nos surpreendemos conosco mesmo. vejamos, há alguns anos eu toparia entrar tranquilamente em algumas muitas "roubadas", do tipo programa de índio, e ficaria feliz da vida. estou falando de coisas simples como viajar com uma turma (metade conhecida e outra metade desconhecida), meio no improviso, dormir no chão, dividir um banheiro com mais umas quinze meninas e ligar o tô nem aí pra um punhado de coisitas. hoje, no entanto, procuro selecionar a turma, mesmo que em parte desconhecida, e se tiver que dividir o banheiro que seja com no máximo umas cinco, e de preferência conhecidas. não topo mais certas coisas com a disposição que topava antes. estou ficando velha e ranzinha? não, apenas mais seletiva. não é que eu não sou mais quem era antes no geral, apenas deixei pra trás [uma parte] das coisas de meninice. essa uma parte se perdeu. se desprendeu. se desencontrou e desencontra da minha realidade hoje.
é engraçado pensar como a cabeça da gente muda. praticamente "nada do que foi será do jeito que já foi um dia, tudo muda o tempo todo", e é verdade. quisera eu ter prestado mais atenção nessas palavras de lulu. teriam me poupado um bocado de tempo e energia! mas o fato é que, como estou sempre mudando, talvez nunca ache o elo que junte as duas pontas de mim mesma em tudo que vivi aos 20 e poucos e agora aos 30 e poucos. talvez também eu mesma simplesmente não queira achar. sei que daqui a alguns meses [ou dias] vou estar diferente do que estou agora - na verdade sinto que estou mesmo mudando - mas sempre espero que seja pra melhor. o cuidado nessas mudanças é pra não me tornar uma mulherzinha cheia de nhem-nhem-nhem e não-me-toques --- tenho horror de gente assim, mas que eu seja, no mínimo, uma moleca prudente (se é que existe tal aberração).
encaro esse desencontro dos meus eus com tranquilidade porque sei que quem nunca passou por mudanças é porque ou parou no tempo ou virou planta de plástico! o caso é que espero continuar me encontrando com meus eus dos próximos segundos e minutos e horas e por aí vai e sempre me renovar, trocar a pele. espero me tornar a pessoa que sempre sonhei ser [mas não exatamente meticulosamente nela, porque também quero ser surpreendida com o que de mais inesperado e lindo Deus pode me fazer]. anyway, vumbora pra frente que ainda tenho muita coisa pra descobrir e encontrar mais adiante, porque o que passou, passou, no passado ficou e algumas coisas só lá mesmo ficarão.
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um outro exemplo, mais genérico, é quando achamos que vamos reagir da mesma forma diante de uma situação corriqueira, mas do nada, nos surpreendemos conosco mesmo. vejamos, há alguns anos eu toparia entrar tranquilamente em algumas muitas "roubadas", do tipo programa de índio, e ficaria feliz da vida. estou falando de coisas simples como viajar com uma turma (metade conhecida e outra metade desconhecida), meio no improviso, dormir no chão, dividir um banheiro com mais umas quinze meninas e ligar o tô nem aí pra um punhado de coisitas. hoje, no entanto, procuro selecionar a turma, mesmo que em parte desconhecida, e se tiver que dividir o banheiro que seja com no máximo umas cinco, e de preferência conhecidas. não topo mais certas coisas com a disposição que topava antes. estou ficando velha e ranzinha? não, apenas mais seletiva. não é que eu não sou mais quem era antes no geral, apenas deixei pra trás [uma parte] das coisas de meninice. essa uma parte se perdeu. se desprendeu. se desencontrou e desencontra da minha realidade hoje.
é engraçado pensar como a cabeça da gente muda. praticamente "nada do que foi será do jeito que já foi um dia, tudo muda o tempo todo", e é verdade. quisera eu ter prestado mais atenção nessas palavras de lulu. teriam me poupado um bocado de tempo e energia! mas o fato é que, como estou sempre mudando, talvez nunca ache o elo que junte as duas pontas de mim mesma em tudo que vivi aos 20 e poucos e agora aos 30 e poucos. talvez também eu mesma simplesmente não queira achar. sei que daqui a alguns meses [ou dias] vou estar diferente do que estou agora - na verdade sinto que estou mesmo mudando - mas sempre espero que seja pra melhor. o cuidado nessas mudanças é pra não me tornar uma mulherzinha cheia de nhem-nhem-nhem e não-me-toques --- tenho horror de gente assim, mas que eu seja, no mínimo, uma moleca prudente (se é que existe tal aberração).
encaro esse desencontro dos meus eus com tranquilidade porque sei que quem nunca passou por mudanças é porque ou parou no tempo ou virou planta de plástico! o caso é que espero continuar me encontrando com meus eus dos próximos segundos e minutos e horas e por aí vai e sempre me renovar, trocar a pele. espero me tornar a pessoa que sempre sonhei ser [mas não exatamente meticulosamente nela, porque também quero ser surpreendida com o que de mais inesperado e lindo Deus pode me fazer]. anyway, vumbora pra frente que ainda tenho muita coisa pra descobrir e encontrar mais adiante, porque o que passou, passou, no passado ficou e algumas coisas só lá mesmo ficarão.
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Thursday, March 1, 2007
amor
bom quando sentido.
parece necessário. essencial mesmo.
ilumina.
domina.
invade.
toma conta do que é meu.
toma conta do que é meu e eu nem sabia que tinha.
pulsa.
vibra.
alegra.
é o melhor sentimento que existe.
difícil de achar.
difícil de ser achada por ele.
parece que se foi.
parece distante a possibilidade de querer voltar.
mas quando aparece, é sempre de surpresa.
nos toma numa troca entre dois.
nos toma num olhar.
nos toma numa toque.
nos toma num beijo.
o amor é solo fértil.
dá bons frutos.
fica mais belo quando cuidado.
é planta rara que custa encontrar.
para viver, precisa do toque.
do olhar cuidadoso.
e perfuma as mãos e o coração de quem nele encosta.
quero reencontrá-lo.
quero revê-lo.
olhar fundo em seus olhos e seguir seus passos.
não deixá-lo ir embora de novo.
permitir que ele faça sua graciosa morada em mim.
permitir que ele seja morada graciosa pro outro.
onde está o outro?
ainda não sei.
não conheço seu rosto.
não conheço seu coração.
mas sei que parte do que mais quero está lá.
e sei que a outra parte está aqui.
o amor é o que faz essas duas partes serem uma.
sem remendos.
sem costuras.
é um elo.
que hoje, nesse instante, parece perdido.
espero encontrá-lo em breve.
espero ser encontrada em breve.
espero.
espero.
espero.
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parece necessário. essencial mesmo.
ilumina.
domina.
invade.
toma conta do que é meu.
toma conta do que é meu e eu nem sabia que tinha.
pulsa.
vibra.
alegra.
é o melhor sentimento que existe.
difícil de achar.
difícil de ser achada por ele.
parece que se foi.
parece distante a possibilidade de querer voltar.
mas quando aparece, é sempre de surpresa.
nos toma numa troca entre dois.
nos toma num olhar.
nos toma numa toque.
nos toma num beijo.
o amor é solo fértil.
dá bons frutos.
fica mais belo quando cuidado.
é planta rara que custa encontrar.
para viver, precisa do toque.
do olhar cuidadoso.
e perfuma as mãos e o coração de quem nele encosta.
quero reencontrá-lo.
quero revê-lo.
olhar fundo em seus olhos e seguir seus passos.
não deixá-lo ir embora de novo.
permitir que ele faça sua graciosa morada em mim.
permitir que ele seja morada graciosa pro outro.
onde está o outro?
ainda não sei.
não conheço seu rosto.
não conheço seu coração.
mas sei que parte do que mais quero está lá.
e sei que a outra parte está aqui.
o amor é o que faz essas duas partes serem uma.
sem remendos.
sem costuras.
é um elo.
que hoje, nesse instante, parece perdido.
espero encontrá-lo em breve.
espero ser encontrada em breve.
espero.
espero.
espero.
.
referencial [a pequena e o gigante]
a física diz que tudo depende do referencial. uma coisa sempre deve ser comparada à outra ao invés de tentar ser analisada isoladamente. o ponto de vista a partir de um referencial é fundamental para se alcançar uma opinião mais acurada.
no último capítulo, a pequena viu-se numa posição de igual para igual com o gigante, pois conseguiu fazer com que ele a olhasse olho no olho. mas a indefinição do final foi desfeita porque sabe-se que eles não prosseguiram em caminhos opostos, pelo contrário. ela anda com os passos do tamanho das suas pernas e ele com os dele, e de vez em quando ela ouve o gigante chamá-la láááá na frente porque deseja que ela esteja perto, por alguns motivos variados. vão caminhando em caminhos de proporções diferentes, ela na trilha e ele na estrada. só isso.
no entanto, num belo dia, a sábia do oeste apareceu diante da pequena e lhe falou algumas palavras que ainda hoje rodam na cabecinha dela. a sábia mostrou que ela não é tão pequena diante do gigante como ela pensa. de alguma forma, a presença da pequena parece ocupar mais espaço ma vida desse gigante do que ela supunha. imaginava que era proporcional ao seu tamanico. mas, pelo jeito, não é assim. "ele está se esvaziando das velhas cargas e se enchendo do que ainda parece não saber, do que é novo, e o que é novo também lhe é desconhecido e lhe causa temor" - disse a sábia do oeste.
a pequena ficou meio sem ação diante da perspectiva da sábia, que parecia estar vendo os dois do alto, num ponto de visão privilegiado. o referencial da sábia é imparcial, pois ela não está nem no nível de um nem do outro. ela sabe o que diz. é sábia. contudo, advertiu a pequena a seguir no seu passo descansado e não querer correr para alcançar os longos e determinados passos do gigante. [mas ela assim já o fazia - estava certa]. tantas outras coisas a sábia lhe disse... fez-lhe perguntas também. algumas a pequena não soube responder, mas outras respondeu com autoridade magna. outras perguntas seguem na cabecinha da pequena já há bastante tempo: será que o coração do gigante é mesmo de carne? será que bate mais forte por algum motivo? será que ele sabe que bate? muitas perguntas fugiram ao alcance das respostas da sábia mulher... mas uma certeza ficou, a de que os caminhos dos dois já se cruzaram e que é uma questão de tempo até os dois saberem se querem continuar nele ou não.
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no último capítulo, a pequena viu-se numa posição de igual para igual com o gigante, pois conseguiu fazer com que ele a olhasse olho no olho. mas a indefinição do final foi desfeita porque sabe-se que eles não prosseguiram em caminhos opostos, pelo contrário. ela anda com os passos do tamanho das suas pernas e ele com os dele, e de vez em quando ela ouve o gigante chamá-la láááá na frente porque deseja que ela esteja perto, por alguns motivos variados. vão caminhando em caminhos de proporções diferentes, ela na trilha e ele na estrada. só isso.
no entanto, num belo dia, a sábia do oeste apareceu diante da pequena e lhe falou algumas palavras que ainda hoje rodam na cabecinha dela. a sábia mostrou que ela não é tão pequena diante do gigante como ela pensa. de alguma forma, a presença da pequena parece ocupar mais espaço ma vida desse gigante do que ela supunha. imaginava que era proporcional ao seu tamanico. mas, pelo jeito, não é assim. "ele está se esvaziando das velhas cargas e se enchendo do que ainda parece não saber, do que é novo, e o que é novo também lhe é desconhecido e lhe causa temor" - disse a sábia do oeste.
a pequena ficou meio sem ação diante da perspectiva da sábia, que parecia estar vendo os dois do alto, num ponto de visão privilegiado. o referencial da sábia é imparcial, pois ela não está nem no nível de um nem do outro. ela sabe o que diz. é sábia. contudo, advertiu a pequena a seguir no seu passo descansado e não querer correr para alcançar os longos e determinados passos do gigante. [mas ela assim já o fazia - estava certa]. tantas outras coisas a sábia lhe disse... fez-lhe perguntas também. algumas a pequena não soube responder, mas outras respondeu com autoridade magna. outras perguntas seguem na cabecinha da pequena já há bastante tempo: será que o coração do gigante é mesmo de carne? será que bate mais forte por algum motivo? será que ele sabe que bate? muitas perguntas fugiram ao alcance das respostas da sábia mulher... mas uma certeza ficou, a de que os caminhos dos dois já se cruzaram e que é uma questão de tempo até os dois saberem se querem continuar nele ou não.
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