gente, o que é o ambiente de um salão de "cabeLeiLeiro"? acho que somos quase que tomados, domiados e impulsionados a falar dos outros. e mal! ui, que medo! esses dias eu fui, né? falei, falei, falei... tudinho, fui numa lista de a a z. maaaaaas, o truque usado e aprendido pela gêmea boa aqui é que você pode falar o quanto quiser meeeeeesmo, aliviar o coração, contanto que seja dos personagens de uma novela qualquer. é o antenor que é manipulador, o clemente que não mente, o dante que não vai avante, o conrado que é errado, nina que ainda é muito menina, a bebel que vai pro beleléu e a thaís que é filha de uma meretriz! é muita gente. de épocas, sexos, idades, status e cidades diferentes. tramas, traumas, armações, vitórias, puxadas de tapetes, reviravoltas... menino, a gente se perde se não prestar atenção às vezes! talvez essa seja a outra função existencial dos salões: pra gente colocar essas coisas tão importantes da vida [mesmo que dos outros] nos eixos.
se a gente parar pra pensar em quantas horas da vida da gente a gente passa em salões de beleza [sempre esperando sair de lá fazendo jus ao nome que receberam], poderíamos ingressar facilmente no mundo dos roteiros televisivos. apesar da maioria das tramas serem muito previsíveis, ainda gastamos tempo com elas. [diga-se de passagem que só mesmo a minha mãe e a minha irmã parecem ter a força nesse mundo pra me fazer sentar na frente da tv e assistir essas coisas]. de qualquer forma, a coisa passa a ser um vício tão forte que as horas gastas na frente da telinha não são suficientes pra um bom viciado. apelamos pra internet assim que o capítulo acaba pra saber do resto. e não só isso, mas também ficamos loucas no supermercado procurando um caixa que tenha um display de revistas - mas só os que tiverem as revistas das fofocas das novelas, lógico. minha cabeleireira ficou boquiaberta comigo porque eu já sabia de tudo que ia acontecer. bem, seis horas com ela, era tempo à beça mesmo pra falar dessas coisas. ah... mas não se espante, não éramos só eu e ela. as opiniões eram de três noveleiras. uma amiga minha também estava lá. mas essa, tadinha, é mais viciada que a iniciante aqui. apesar disso, não sabia de quase nada e eu lhe contei toda a verdade. ficou impressionada também. na volta no carro, a conversa continuou. ela não queria mudar de assunto. falar de mim, falar dela? nããããão. vamos falar da vigarista da thaís que é filha de uma meretriz! ui, o assunto não esgotou até nos despedirmos na frente da casa dela.
três dias se passaram e tivemos que voltar na tal cabeleireira que, pra surpresa minha, tinha mandado comprar todas as revistas que falassem do nosso assunto favorito. que graça! pena que era tudo notícia velha...
.
No comments:
Post a Comment