Na década passada ouvimos falar de Cazuza e Renato Russo, mas ainda não estou convencida que que estes são categoricamente considerados poetas como reza a cartilha.
Triste constatar isso... vivemos numa época sem grandes poetas ou grandes pintores revolucionários, e eu acho isso tudo muito triste.
Será a velocidade que hoje demandamos de nós mesmos que tem inibido a genialidade do intelectual e do popular? Ao escrever agora, lembro-me de um texto que li sobre a genialidade do da Vinci. O autor em questão lançava a questão de que se Leonardo vivesse nos nossos tempos, certamente não seria o gênio que foi na época. Por quê, me perguntei meio discrente da afirmação pretensiosa do autor. A resposta veio logo e tive que balançar a cabeça afirmativamente. Da Vinci provavelmente não seria o gênio que foi se vivesse hoje, porque teria que dividir seu tempo entre seus experimentos e descobertas, com o telefone e o celular tocando, o trânsito caótico, a mídia e todos os demais males modernos que nos sugam o pouco tempo que vivemos aqui.
É, talvez foram essas coisas que exterminaram a possibilidade de nós lermos lindas e inéditas poesias e de presenciarmos uma revolução nas artes... É talvez estejamos ocupados demais com as coisas que deveriam facilitar nossas vidas. Grande paradoxo!
Enquanto continuo esperando por novas gênios aparecerem, vou ficando com meu bom e velho Quintaninha que tanto amo.
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