Friday, June 29, 2007

ambiente não apropriado pra famosos

gente, o que é o ambiente de um salão de "cabeLeiLeiro"? acho que somos quase que tomados, domiados e impulsionados a falar dos outros. e mal! ui, que medo! esses dias eu fui, né? falei, falei, falei... tudinho, fui numa lista de a a z. maaaaaas, o truque usado e aprendido pela gêmea boa aqui é que você pode falar o quanto quiser meeeeeesmo, aliviar o coração, contanto que seja dos personagens de uma novela qualquer. é o antenor que é manipulador, o clemente que não mente, o dante que não vai avante, o conrado que é errado, nina que ainda é muito menina, a bebel que vai pro beleléu e a thaís que é filha de uma meretriz! é muita gente. de épocas, sexos, idades, status e cidades diferentes. tramas, traumas, armações, vitórias, puxadas de tapetes, reviravoltas... menino, a gente se perde se não prestar atenção às vezes! talvez essa seja a outra função existencial dos salões: pra gente colocar essas coisas tão importantes da vida [mesmo que dos outros] nos eixos.

se a gente parar pra pensar em quantas horas da vida da gente a gente passa em salões de beleza [sempre esperando sair de lá fazendo jus ao nome que receberam], poderíamos ingressar facilmente no mundo dos roteiros televisivos. apesar da maioria das tramas serem muito previsíveis, ainda gastamos tempo com elas. [diga-se de passagem que só mesmo a minha mãe e a minha irmã parecem ter a força nesse mundo pra me fazer sentar na frente da tv e assistir essas coisas]. de qualquer forma, a coisa passa a ser um vício tão forte que as horas gastas na frente da telinha não são suficientes pra um bom viciado. apelamos pra internet assim que o capítulo acaba pra saber do resto. e não só isso, mas também ficamos loucas no supermercado procurando um caixa que tenha um display de revistas - mas só os que tiverem as revistas das fofocas das novelas, lógico. minha cabeleireira ficou boquiaberta comigo porque eu já sabia de tudo que ia acontecer. bem, seis horas com ela, era tempo à beça mesmo pra falar dessas coisas. ah... mas não se espante, não éramos só eu e ela. as opiniões eram de três noveleiras. uma amiga minha também estava lá. mas essa, tadinha, é mais viciada que a iniciante aqui. apesar disso, não sabia de quase nada e eu lhe contei toda a verdade. ficou impressionada também. na volta no carro, a conversa continuou. ela não queria mudar de assunto. falar de mim, falar dela? nããããão. vamos falar da vigarista da thaís que é filha de uma meretriz! ui, o assunto não esgotou até nos despedirmos na frente da casa dela.

três dias se passaram e tivemos que voltar na tal cabeleireira que, pra surpresa minha, tinha mandado comprar todas as revistas que falassem do nosso assunto favorito. que graça! pena que era tudo notícia velha...

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olhos de cobra

como havia dito pra minha amiga do mundo da moda fashion estarei de oclinhos novos. posto aqui o par mimoso pra ela ver. esse é só um dos pares da minha nova coleção.

transformações

é... o tempo chegou pra outra transformação. aliás, uma só seria pouco. muito pouco. sendo quem normalmente não sou, vou no impulso e no vento que não pára de soprar pra outras direções. eu vou. é bom. como sempre digo, pouquíssimas coisas na vida são definitivas. bem. eu disse poucas. duas das transformações a que estou me submetendo não têm volta não. vou deixar de ser eu 100%. duas das minhas maiores marcas estão com os dias literalmente contados. uma se vai na semana que vem a outra daqui a 15 dias. não importa o que está por fora. sei quem sou por dentro. você também sabe. não me importo não. você se importa? não precisa. aliás, nem precisa ficar aí pensando o que é, porque da próxima vez que você me vir, vai ver. bem e se não vir, acho que vou ficar um pouco chateada com você por não ter percebido. olha lá... essa é uma prova de fogo, hein! kkk
além dessas duas ainda tem mais uma. mais essa daqui a alguns meses vai embora. é, essa transformação é no cabelo, mas não se encaixa na máxima de que quando queremos mudar a nossa vida a primeira coisa que mexemos é no cabelo. tá,tá. é um pooooouco só disso, mas é muito pouco mesmo. o cabelo é mais estética mesmo.

o visual vai ficar t.o.d.i.n.h.o novo.

mal posso esperar pra ver!

ui ui ui.

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pó pô pá tocá aê!

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jJames morrison - you give me something
You want to stay with me in the morning
You only hold me when I sleep,
I was meant to tread the water
Now I've gotten in too deep,
For every piece of me that wants you
Another piece backs away.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.

You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what the mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might me a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something
'Cause someday I might know my heart.
Know my heart, know my heart, know my heart

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até há algum tempo ainda dava...

ainda dava pra brincar de polícia e ladrão só inspirado pelo que se via nos filmes.

ainda dava pra achar o máximo os mocinhos que faziam a linha justiceiro nos seriados da tv.

ainda dava pra rir das "maldades" que se faziam com nossos professores, como colar uma etiqueta escrito "chatonildo" nas costas deles.

ainda dava pra achar instigante bandos de marginais como o de lampião.

ainda dava pra assistir CSI e achar que era interessante o trabalho dos caras.

ainda dava.

mas hoje, hoje vejo que a ocupação das favelas no rio não trazem o menor prazer pra tantas crianças que infelizmente assistem a esse show de horror entre mocinhos e bandidos do camarote das suas casas.

mas hoje, hoje vejo que alguns homens que se acham justiceiros são, muitas vezes, injustos em seus julgamentos arbitrários e punem pessoas inocentes como Sirlei, a doméstica espancada na barra da tijuca.

mas hoje, hoje não vejo a menor graça de saber de alunos que batem, espancam, agridem física e moralmente seus mestres nas salas de aula.

mas hoje, hoje vendo bandos de marginais reunidos no morro do alemão, da rocinha ou em outros lugares sei que não há nada de cultural ou instigante. é vergonhoso.

mas hoje, hoje vejo que séries como essa também mostram a brutalidade de assassinatos que são cometidos, não só na ficção, mas também na vida real de gente próxima a mim.

hoje as coisas dentro e fora da minha cabeça são muito diferentes. aqui dentro, querem ser mais puras pra tentar agüentar tanta crueldade a qual tomo conhecimento aí do lado de fora. e aí fora, há muito tempo existe um caos crescente e desordenado, avançando sobre nós como uma avalanche de acontecimentos desconcertantes.

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Thursday, June 28, 2007

regressão feliz

hoje acordei com minha mãe chorando.







já sabia o motivo de suas lágrimas. ontem, ela fez uma cirurgia de catarata que também fez regredir graus altíssimos de miopia e astigmatismo. após a cirurgia, sua visão ficou turva, coisa normal, e ela não pôde fazer a prova dos nove. mas nada como o tempo. nesse caso, o tempo de algumas poucas horas. hoje, como faz todos os dias, acordou e foi pra varanda tomar sol e ler a bíblia. leu sem óculos. leu sem problemas. leu sem medo. leu, e tentou continuar a ler, com os olhos cheios de lágrimas. acabou e veio me acordar para dar a boa notícia chorando feito criança.

a regressão dos muitos graus que há anos a assombravam aconteceu de uma hora pra outra, meio que assim sem esperar. o médico, muito conceituado, apareceu nas nossas vidas de repente mas nos marcou pra sempre. mais uma vez Deus agiu enquanto dormíamos. literalmente. como Ele é bom! como Ele é fiel! não há nãos para Ele, ou coisa que seja impossível.

regredir, esse verbo que geralmente é associado de forma pejorativa com situações como retrocesso, também tem seu lado lindo.

obrigada, meu Deus!

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Monday, June 25, 2007

gente que dá muito mole

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