Sunday, July 29, 2007

antes do planalto

essa é uma música dos paralamas, que foi proibida de tocar livremente nas rádios do país, feita sobre um comentário que um tal luiz inácio fez. na época, ele não tinha tantos amigos como tem hoje. era até impopular. mas hoje em dia é amado por todos e extremamente fiel aos seus novos amiguinhos.

como no princípio físico, "tudo depende do referencial". o que é o lado esquerdo, pode ser o direito sob outro ângulo e vice versa. o que está fora, pode estar dentro um segundo depois. o que está de casaca, pode virá-la depois.

estamos muito mal servidos...


Luís Inácio (300 Picaretas)

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou

Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão


deveriam criar vários hinos contra-corrupção e seriam desse jeitinho mesmo. pra gente cantar, em verso e coro, o nome da cada um deles pra sempre lembrar.

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aviões: pane geral?

[três dias antes do acidente, recebemos aqui em casa uma comissária da tam. amiga nossa de anos, muitas foram as reclamações dela em relação à empresa, mas principalmente sobre falta de regulamentação e trabalho excessivo. ela, que estava numa viagem de 5 dias, voltaria pra são paulo e iria pro sul, de extra, no dia seguinte pra ver a filhinha de 2 anos. desistiu de fazê-lo pelo cansaço. ainda bem que desistiu. se tivesse ido, teria pego pela última vez o vôo 3405 da tam. infelizmente, ela estava perto de congonhas no exato momento do acidente e presenciou tudo. disso, sei que ela nunca se esquecerá.]


pra quem está atento é no mínimo intrigante perceber como depois do acidente com o a320 da tam, outras tantas panes em aeronaves foram noticiadas. num mundo onde poucos dão ponto sem nó, é pra se estranhar mesmo.

fato é que os aeroviários parecem estar unindo-se e fazendo o que precisam fazer. alertar a quem interessar sobre a falta de condição para vôos seguros. não acredito que seja coincidência que somente essa semana observamos por dia de um a três incidentes aéreos. parece ser uma forma de gritar sem que suas vozes sejam identificadas e seus empregos prejudicados. isso soa como um pedido de ajuda de quem está coagido. espero que estejam sendo devidamente ouvidos.

o ministério público começou a investigar alguns casos e hoje saiu no globo, o que há alguns dias já estava sendo mostrado pra nós: há falhas de manutenção e trabalho excessivo - diz a manchete.

a ingenuidade de acreditar no cliché acolhedor criado para mídia publicitária para as companhias aéreas foi-se há tempos. o que vemos hoje é descaso e uma busca insana por lucros. pelo que ouvimos hoje, essa busca está sendo feita a qualquer custo. ao custo de vidas que se perderam e de funcionários apreensivos. poucos são os que sabem a verdade mas muitos são os que vêem a fumaça advinda de um fogo que queima em um lugar ainda desconhecido. com tantas coisas pra serem administrada pelas autoridades [se é que elas administram alguma coisa para o bem comum], mais uma surge. porém, com aumento do número de problemas, nosso descrédito também aumenta. parece-me que eles [quem quer que sejam] conseguiram o que queriam: um povo assustado, descrente e quase desesperançoso. isso não só no setor aéreo, mas em muitas áreas do nosso país. no final das contas, o descaso de nossas autoridades tem alcaçado com primor uma conseqüência inevitável. eles têm conseguido colocar uma nação inteira em pane geral.

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país sem memória. país sem heróis. país sem bandidos.

jogos panamericanos. tragédia aérea. corrupção.

entre alegrias e tristeza passamos mais uma semana. vimos a superação de muitos atletas que escreveram seus nomes na história esportiva do nosso país. paralelamente a essa alegria que tivemos junto a eles nessa semana, nós, do brasil todo, continuamos assistindo passivamente como espectadores muitos outros tipos de superação. diferentemente dos atletas que brilharam e tiveram em seus peitos o reconhecimento máximo do evento ocorrido, soubemos de homens e mulheres que também davam o melhor de si, superando-se também eu creio, mas apagados em um profundo anonimato. esses são os bombeiros e legistas que têm trabalhado exaustivamente na tragégia com o airbus 320 da tam.

diferentemente do brilho dos holofotes e flashs, muito merecidos, esses homens e mulheres são meros desconhecidos para nós e assim permanecerão para sempre na nossa história. não somos um povo que honra devidamente os heróis de verdade. penso como shakespeare que um dia afirmou que heróis de verdade são pessoas comuns mas que fazem o que tem que ser feito. esses homens e mulheres não ganharão medalhas. esses homens e mulheres não serão perseguidos pelos repórteres da globo como celebridades. eles simplesmente estão fazendo o que precisa ser feito, porém diferentemente dos atletas, sem nosso devido reconhecimento.

diferentemente do sonho da conquista panamericana, muito merecida, esses homens e mulheres devem estar vivendo um pesadelo. devem estar tendo pesadelos. não quero soar pessimista ou sombria, mas ser parte de um acontecimento tão sofrido e amargo certamente não era o sonho de nenhum deles, posso praticamente garantir.

enquanto que alguns nunca serão sequer conhecidos para serem lembrados, outros já sabem que cair no nosso esquecimento é uma questão de tempo. o brasileiro é mestre em esquecer.

assim como os heróis que nunca adquirem notoriamente uma identidade para o nosso povo, também somos bons em nos esquecermos da classe oposta. esquecemos dos nomes e da ficha dos bandidos, dos corruptos, e voltamos a colocá-los em posição de destaque. isso é uma vergonha. eu tenho vergonha. a nossa, a minha, memória política é péssima e prova disso são os não raros retornos de políticos como o sr. fernando collor de melo. agora estou em dúvida se isso é falta de memória ou se começa a ser falta de vergonha na cara do nosso povo.

deveríamos nos lembrar mais de nomes. deveríamos nos lembrar mais de datas. deveríamos nos lembrar mais dos fatos.

deveríamos ter os grandes memoriais dos judeus, ou dos americanos, que celebram ano após ano fatos que marcaram suas histórias para que nos esforçácemos pra não esquecer o que de importante passou.

mas talvez nem isso adiante. não nos empolgamos com o nosso 7 de setembro. mesmo com o feriado e as paradas. esquecemos de lembrar do motivo das nossas datas festivas. não lembramos do nome dos que por essa pátria deram a vida, ou que se esvairam de si por nossas causas. eu não me lembro deles. talvez nunca tenha me interessado em saber de verdade. nunca procurei saber quem foram meus colegas de profissão que lutaram por liberdade de expressão durante a ditadura militar. não sei o nome do químico/cientista que viabilizou o etanol pra nós. não sei de cor o nome pelo menos cinco políticos que lutaram pelas diretas já. não sei o nome do policial que conseguiu colocar o fernandinho beira-mar atrás das grades e talvez pergunte isso a muitos policiais e eles também não saibam a resposta. no entanto, enquanto ainda está na mídia, hoje sei que renan calheiros está envolvido em escândalos, mas talvez amanhã me esquecerei disso. hoje lembro que acm, que morreu como herói para muitos, esteve envolvido em falcatruas no painel do senado, mas talvez isso cairá numa malha suave na minha memória, na nossa memória com o tempo.

pra mim a verdade é que somos levados pelo assunto do momento e o que passou, passou. infelizmente não vamos atrás dos nossos heróis nem corremos atrás da verdade e da nossa lembrança límpida. somos uma nação sem grandes heróis contemporâneos, porque não sabemos quem eles são. somos uma nação com grandes corruptos que reelegem-se em eleições futuras. somos uma nação sem grandes celebrações. somos uma nação sem grandes manifestações efetivas. não temos voz pra elogiar, um nome pra aclamar, porque não o sabemos. não temos voz pra protestar porque nos acostumamos a ser assim. e assim vamos, construindo a nossa história e em seguida apagando da memória os fatos que tomamos conhecimento. não exaltamos nossos heróis de verdade e passamos a mão na cabeça de bandidos enternados. gostaria que nossa realidade fosse diferente. gostaria que minha realidade fosse diferente.

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Tuesday, July 24, 2007

semana do molho

essa vai ser demais.

como vocês sabem, eu amo tecnologia e quando essa é usada pra promover saúde, eu a admiro mais ainda. antes de voltar pra minha vida "normal" vou ter que bancar a enfermeira [mas só topei porque quero fazer o gênero enfermeira cruel!].

tendo a tecnologia ao seu lado, papi e mami vão enfrentar a faca - dos cirurgiões. papi vai fazer as perninhas e se livrar de umas veinhas chatas, enquanto mami vai fazer o outro olhinho. que beleza! vou ficar com um pernetinha e com uma caolhinha em casa de molho essa semana! hahahaha - aliás, o pernetinha já tá aqui. operou ontem. depois de um chá de canela, digo, de espera do médico, foi lá e fez o que tinha o que tinha que ser feito. tá alegrinho hoje, depois de ter saído do hospital e vindo pra casa. isso é um ótimo sinal, porque nunca vi bicho mais enjoadinho que homem quando fica doente! aliás, existe um páreo duro pra ele: o médico, que também é chato pra caramba na hora que fica doente [eles sabem demais]. vocês podem então imaginar minha situação. cuidar de um rapazinho e de uma médica, tudo na mesma semana. ihhh... sei não, se eu não agüentar, tranco os dois no quarto e jogo a chave fora! [eu disse que ia fazer o gênero má!]. brincadeirinha. até agora, meu pernetinha [que tá até parecendo uma grande letra A ambulante, já que está com as duas pernas enfaixadas] está se comportando muito bem e pela minha experiência anterior, minha caolhinha também vai se portar descentemente.

enquanto essa seman crítica passa, nada de ficar de bob na praia. vou ter que ficar em casa, com as barbas de molho e esperar os dias passarem. já comecei a riscar a parede...

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post # 200

foi esse aí abaixo!

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[e eu que achava que esse troço de blog seria um peso insuportáááááável. é... às vezes a gente tem que provar mesmo pra saber se vai gostar ou não. paguei pela língua.]

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passado condenatório

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final dos anos 80. foi quando tudo aconteceu. não tenho como negar. lambei moooito!

como pode? até hoje me pergunto. modismo, modismo, modismo. rebola, rebola, rebola moooito! lembro que as meninas ficavam doidas e enchiam o saco das pobres das mães pra elas comprarem sainhas pra que as insandecidas fosses às festinhas nos finais-de-semana. eu era uma delas! [dorme com um barulho desses!].

ficávamos muito parecidas. as roupas, jeito de dançar... e os cabelos. gente, ninguém merece. os anos 80 trouxeram a liberação de muitas coisas, inclusive dos cabelos rebeldíssimos! ainda bem que os 90 vieram pra aprisioná-los novamente! í-ha!

infelizmente (ou felizmente) tempo acabou apagando essa marca e chorando se foi kaoma que nunca mais conseguiu emplacar nas paradas. quanta injustiça... =P

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Saturday, July 21, 2007

pó pô pra tocá

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a surpresa da música gostosinha só foi maior por causa da locação do vídeo. lindo!

we just don't care
john legend

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