Friday, August 31, 2007

i will survive. really?

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i will survive
aliensong

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eu quero é ir pro congo!

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tadinho do alvinho!

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pensamento de outrem ::: cazuza

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"eu vejo um museu de grandes novidades."
-o tempo não pára-

o cara via muita coisa mesmo. sempre é uma agradável surpresa quando consigo enxergar mais do que vejo. não é nada difícil esbarrar por aí com monumentos ao passado que são cheios de abarrotados do que é inédito.

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Thursday, August 30, 2007

saudosismo

às vezes me pego pensando nas cidades que ainda não conheci. nas músicas que ainda vão falar por mim, mas que ainda não escutei, no abraço que ainda não dei.

me pego imaginando-me em nova york, encontrando tom jobim, apertando-lhe a mão, dando-lhe um abraço. penso nas músicas que ele poderia ter composto e que poderiam ter me tocado. penso em tantas vezes que já escutei seu trabalho. minha alma canta.

como ele, penso em tantos que já foram e que gostaria de ter conhecido, esbarrado. sempre que encontro um artista penso que num mundo tão gigante, estar no mesmo lugar que aquela pessoa, que tantas vezes foi vista por mim, é algo incrível. penso que num mundo tão grande, sou uma grande privilegiada por ter encontrado algumas pessoas tão especiais as quais posso chamar de amigas. num mundo tão grande, e cada vez mais corrido, posso dizer que é um milagre ter encontrado pessoas que guardam alguns dos meus mais profundos segredos, que conhecem alguns dos meus mais indizíveis medos, mas que mesmo assim me olham nos olhos e me estendem a mão. sou uma privilegiada porque apesar de não ter conhecido tom jobim [e de tê-lo influenciado pra escrever uma música com meu nome], conheci pessoas incrivelemente talentosas e amorosas. talentosas sim, pois cada um dos que hoje chamo amigo tem o talento de ter aberto uma porta dentro de mim. a cada um de vocês, muito obrigada por ter me explorado e me feito conhecer-me ainda mais. por ter-se permitido ser explorado e fazer-me conhecer-lhe cada vez mais. num mundo tão grande, é um milagre ainda escutar nossas risadas ecoando pelos tempos, aqui e ali, ao lembrar de algumas situações que vivemos. isso se chama saudade.

pra você, saudade, com quem por vezes faço as pazes, meu obrigada por vir muitas vezes carregada de boas lembranças. por estar presente e me fazer sorrir. por me fazer lembrar quem sou e quem tenho na vida. obrigada por lembrar-me tantas vezes que sou rica e que meu tesouro é um bem-querer preciosíssimo. e que agora, você possa ir fazer o seu trabalho junto aqueles que me são causadores da sua presença, fazendo-lhes lembrar de mim e de todo o meu amor por eles. que as lembranças que virão façam ambas as partes sentir como estando a cumprir nosso dever de bons amigos e de irmãos presentes.

pra vocês, meus amigos, faço minhas as palavras do rei:

"Das lembranças que eu trago da vida, você é a saudade que eu gosto de ter". gosto muito. gosto sim. queria que não precisasse ser saudade, porém sendo assim, permito-me sentir meu amigos perto de mim muitas vezes, de várias formas. só mesmo Deus sabe quando verei cada um dos meus queridos novamente, mas enquanto isso, vou reencontrando cada um deles nas minhas memórias todos os dias, quando assim desejo. mesmo que não seja nas ruas de nova york, ou de paris, essas lembranças são lembranças felizes porque nelas estão quem eu preciso.

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a pequena e o gigante_continuação

enquanto passava o dia na companhia dos mestres, a pequena recebe o inesperado recado para um encontro que há muito esperava. a princípio, ela não quis ir. estava incerta de como se portaria e a indecisão do momento certo, que antes não existia, desapareceu. no entanto, sabia que era hora para que o encontro acontecesso. apesar das palavras não ditas, os desencontros haviam sido muitos e eram justamente eles que causariam a reunião.

o gigante atrasou-se um pouco, como ela esperava. ela não conseguira ensaiar um bom começo para o diálogo (aliás, ela desejava de todo o coração que fosse um diálogo). pensou, pensou, construiu e desconstruiu. quando a porta abriu, viu um gigante um pouco mais envelhecido e definitivamente mais magro. abatido, ele entrou em sua casa e ela logo lhe ofereceu um prato de comida e uma bebida. ele aceitou de bom agraddo.

o açúcar na bebida parece não levantado o ânimo do homem, que há pouco sentia-se tão seguro. sua voz encheu todo o ambiente. mas não era mais uma voz potente de um gigante eloquente. era a voz mansa de um abatido. enquanto ele falava, os ponteiros do relógio corriam impacientes. deram várias voltas é a pedido do gigante desengonçado, sua voz foi ouvida. suas palavras foram as de alguém que sabe quando calar e fazer do momento um momento pra simplesmente ouvir. ele prosseguiu. por mais um bom tempo, ele prosseguiu. ela sabia que num mundo ideal, homens, principalmente gigantes, raramente falam e por isso entendia que aquele era um momento único.

após o expurgo de sua alma, o gigante calou-se diante do seu próprio silêncio. emudeceu diante da finitude de suas palavras. ela gentilmente iniciou seu mal ensaiado, porém curto discurso. a boca secou-lhe e as palavras escassamente vinham-lhe à mente. prosseguiu. falou de suas frustrações finalmente. falou do vazio que sente ao perceber o olhar transpassante do gigante diante sua pequenez. falou de sua desconfiança mais antiga. deu-lhe, depois dele, sua perspectiva sobre o encontro que tiveram há algum tempo em que ela o viu desabar machucado. o monólogo virou um diálogo. mesmo diferentes em tantas coisas, foram igualmente transparentes e colocaram medos, frustrações, e os seus fantasmas na mesa.

alívio.

levantaram-se para despedir-se daquela que pareceu ser a primeira de muitas horas de conversa entre eles, mas ao fazê-lo ela reparou em algo pouco notado por eles. a giganteza do gigante não era tão superior assim à pequeneza da pequena. pareciam mais iguais. sim. definitivamente estavam mais iguais. sorriram-se, abraçaram-se e com um beijo do gigante ela o despediu. o reencontro não se dará tão em breve, porém, ela espera que esse tempo seja bom para que seu semelhante firme-se no novo caminho que propôs-se a seguir. a pequena sabe que esse caminho não é só de flores, porém também sabe que é imensuravelmente mais plano que o outro. ela espera o melhor dos dois. não espera sozinha. ela gosta do que vê pela frente e aguarda com esperança os dias alaranjados de outono.

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Sunday, August 26, 2007

proporcionalidade idade x tamanho

parece-me que à proporção que vamos ficando mais velhos o mundo lá fora vai ficando menor. a gente começa a se espalhar pra valer - e ainda não viveu muito pra contar experiências sobrenaturais quem ainda não o fez. bom demais sentir a liberdade da conquista de um pedaço de chão que até então era desconhecido. você passa a fazer parte daquele pedaço e o pedaço de terra passa a fazer parte de você também. parte da sua história, daquelas que você tem pra contar, do seu andar, do seu viver. bom demais.

tem gente que logo enjoa e precisa sair dali pra conquistar novos espaços. mas, parece-me que quase que inevitavelmente essa pessoa, em alguma parte da sua vida permite-se parar. seja ao conhecer alguém que lhe inspire a iniciar uma nova família ou seja um encantamente tremendo pelo novo lugar. fato é que para esses, o mundo pode passar de imenso e inexplorado para pequeno e desejável, ou pequeno e aprisionador. digo isso porque conheço algumas pessoas que hoje vivem assim. [estranhamente todos os 3 que consigo pensar agora são homens]. um deles dizia que enquanto ainda era somente um passarinho sem ninho, iria por onde ele quisesse. e foi. foi muito longe. hoje, mais velho, confinou-se por vontade própria num ninho apertado e toma conta do filhote de outro reprodutor. [não quero soar pessimista demais, mas é que algumas das escolhas que fazemos por causa da idade, ao invés de nos abrir portas para um outro mundo, um de oportunidades, parece que nos encerra numa vidinha sem graça demais para igualar-se até mesmo à uma parte dos sonhos de conquistar o mundo que outrora tínhamos].

por isso digo, aproveite ao máximo as extremidades que você enxerga, onde quer que elas estejam: se debaixo do seu nariz ou se na linha arredondada do horizonte. saia pra conhecer o que não conhece, e garanto que nessa busca você também vai encontrar muito de si mesmo. conhecerá em você abismos escuros e desconhecidos, mas certamente também conhecerá campos floridos e águas que jorram de alturas inexplicáveis. e digo mais, quanto mais o tempo passa e a sua busca continua, mais gostoso fica de olhar pra trás, para as pegadas que deixamos pela trilha mundo à dentro. [você precisa viver o que digo pra saber do que estou falando].

corra, viaje, ande, descanse, planeje o que quer ver e pra onde quer ir e vá. vá em frente, porque afinal, o tempo não pára mesmo e nem o céu é mais o limite.

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Thursday, August 16, 2007

bafão:::tv pirata

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gente, o tempo passa, mas até hoje me lembro do bafo de pão! =P

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