- a plataforma continua a mesma, por isso os acentos inexistirao por enquanto - desculpe-nos pela falha tecnica...
(as vezes com indignacao) deles e de outros amigos depois, muito depois. eh inevitavel que nos reencontros me perguntem: "e ai, ja casou?" e a resposta eh sempre a mesma... "nhem...". bem verdade que as pessoas tem um interesse natural no (nosso) estado civil, sendo uma constante mas o agravante eh sempre a idade. passar dos 30 pesa mais nos outros no que em mim aparentemente. as senhoras, as amigas da minha mae, as conhecidas, as invejosas, os interessados (esses sao ate engracadinhos, de tao obvios, mas so rio achando fofo por dentro, pra nao perder a companhia..), sempre querem saber, e eh obvio que nao vou incluir as amigas nessa lista porque nao faz sentido. elas sempre sabem na hora - hum... na verdade, na verdade, quaaaaase sempre sabem... (ih, declaracao perigosa... to arranjando confusao po meu lado).
hoje aconteceu mais um reencontro e mais uma vez a pergunta surgiu e veio a resposta que nem flecha... ela tem sido a padrao durante toda a minha vida mesmo, ue? ha muito tempo nao tento mais responder porque meu dedo anelar esquerdo ainda esta desprovido de companhia. nem comeco. tenho meus motivos (obvios pra mim e por isso mesmo nem tento colocar alguem dentro da minha cabeca - nao adiantaria). providencialmente, posso ficar de bla, bla, bla e ate usar a desculpa das mudancas geograficas (e sem muita publicidade, as minhas internas) ou prioridades profissionais, mas cansei de tentar explicar o que as vezes nem eu entendo. de qualquer forma, como tudo tem um lado bom e um lado ruim, eh o bom que agora muito me interessa, porque no fim disso tudo dah pra ver a vantagem que se leva em relacao ao que se poderia estar vivendo.
surpreendentemente a mesma reacao diante da resposta tem acontecido repetidamente. hoje a noite, o ego de rebecca bateu na lata da discovery, quando ao conversar com dois amigos macho pacas, ouviu a indignacao dos mesmos refletida em frases do tipo " tem homem que eh cego", ou "vc sozinha nao faz sentido'... um deles tem a ousadia (gosto dessa palavra, parece que eh um atrevimento digno dos mocinhos dos filmes dos anos 50) de dizer que pra ele eu sou MP (mulher perfeita) ou a No. 1... pena ser tao amiga nessas horas (ha!). o outro, ao se despedir, consegue me encantar declarando palavras de djavan e vai embora dizendo "te adoro em tudo, tudo, tudo". ai, ai...são mimos como esse fazem a gente olhar diferente pra si.
mas a maior verdade, e eh nessa que meu ego se prende nesse post, eh que eh maravilhoso ser elogiada! voces podem continuar com quantos quiserem, nao me importo com isso, nem um pouco. sei que jah escrevi isso antes, e que ja esta virando lugar comum (talvez pra quem le, nao pra quem sente), mas estar longe e nao ver alguns ha algum tempo realmente tem me surpreendido. o tempo e a distancia parecem clarear os pensamentos e buscar lah no fundo sentimentos empoeirados. bom saber o que o outro pensa de bom ao nosso respeito, jah que estamos num meio onde eh muito mais facil abrir a boca pra falar mal das coisas. falar bem eh trabalhoso demais. que bom que essa pessoa aqui tem colocado, mesmo que sem querer, alguns pra trabalharem pra ela. mas, como geralmente uma linha de trabalho nao tem soh uma acao, a segunda parte desse processo tambem eh importante. como em qualquer relacionamento, quem recebe algo, tem escolhas a fazer sobre o que fazer com o que acabou de receber. pode aceitar ou jogar fora. bem, o que tenho recebido, tenho guardado, muito bem guardado, assumindo que quem fala sabe do que fala, oras. nem paro muito pra pensar o contrario, que nao sou besta, ou se paro, polly insiste em me fazer parar de racionalizar tanto e aceitar graciosamente o presente.
a outra vantagem em ficar no (quase) final dessa lista eh poder em pleno sabado a noite papear com tres machos paca 9apareceu mais um no final da conversa) ao mesmo tempo e falar o quanto de abobrinha eu quiser. eh bem verdade que namorado nenhum nunca me tirou esse privilegio, mas os pudores insistem em ficar aparecendo, imaginando a cara do dito cujo se ouvisse o teor da conversa. nada de mais para amigos, mas certamente um tornado com muitas vacas voadoras para um namorado ciumento.
pra encerrar, afirmo e reafirmo que eh muito bom ser paparicada pelos amigos. estou me sentindo como marilyn, a monroe, (e DD sabe do que estou falando) em "diamonts are a girl's best friends", durante a classica cena dela sendo coberta de brilhantes, e como sempre, assim como eu, linda e loira. (devo dizer que essa referencia foi rebecca que me fez lembrar). em tempos de tanta escassez dos tesouros do cardio, sou uma milionaria nadando na minha heranca - ora como se isso nao fosse mesmo uma heranca - e soh tenho a dizer o mesmo que disse uma senhora, de quem me lembro muito bem, numa rapida entrevista pro JN em idos de 1980 na epoca do agio, quando conseguir 1 kg de carne no mercado era um luxo. ela, ao questionada quanto ao sobre seu sentimento depois de finalmente conseguir comprar um pouco de carne, num gesto abrupto com a mao, quase derrubando a camera filmadora e exclamou: "que venha mais!".
eh... que eu faca por onde sempre vir e ir mais e mais.
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Sunday, January 14, 2007
Friday, January 12, 2007
declaracao
se tem uma coisa que gosto na vida eh de ouvir uma declaracao de amor. alias, deixe-me reformular minha afirmacao. uma das coisas de que mais gosto na vida eh de ouvir uma declaracao de um amor que eh mutuo.
-antes de prosseguir, devo pedir-lhes que perdoem-me pela falta de acentos, mas esqueci-me como usar os benditos nessa plataforma -
nos ultimos tempos tenho ouvido muitas declaracoes de amor. amor de homens, amor de pais e amor de amigos. quero gastar um pouco de tempo falando desses ultimos. assunto certo na mesa do bar nos happy hours da vida entre mim, Poly e Rebecca, acho que eh um dos poucos assuntos em que concordamos plenamente. os amigos sao uma luz intensa e linda que brilha muito e embeleza a vida. acho que a distancia, ou o tempo talvez, fez com que alguns dos meus queridos, hoje formulasses frases, textos, e-mails cheios (ou nao) de palavras que falam direto com as minhas emocoes e sempre culminam num sentimento meu de gratidao a Deus pela vida deles. como eh bom ser amada! como eh bom ter em nesses - nao precisam ser muitos - a intensidade de um amor puro e sincero que nasceu de tantas risadas, papos, trocas, e algumas vezes ate lagrimas. como eh gostoso ver as sementes ha algum tempo plantadas darem frutos tao belos.
coleciono essas declaracoes no album de figurinhas do meu coracao e pra mim, cada uma delas eh valiosissima, unica e inigualavel. simplesmente guardo-as porque tambem amo quem as fez.
essa semana recebi um e-mail lindo. talvez um dos mais lindos que esse meu querido me escreveu, uma declaracao de afirmacao de um amor fraterno que ha algum tempo existe. somos amigos confidentes, parceiros de muitas noitadas regadas com guarana do BRASIl, de risadas e gargalhadas incontaveis. esse eh meu amigo, o garoto zapping, troca de assunto como quem troca de musica num ipod. inteligente, ponderado, estiloso e cheirooooooso! querido, querido, querido! meu amigo incansavel e incondicional, disso sei. obrigada por tudo! sei que que voce vai ler esse post e por isso quero dizer, querido amigo marcelo que Deus me agraciou com sua amizade e com seu carinho.
eh... poucas coisas na vida sao tao gostosas quanto as surpresas que os amigos verdadeiros proporcionam pra nos. muitas vezes sao eles, os amigos, que nos fazem viver momentos inesqueciveis e que nos provam por a+b que vale a pena torcar sentimentos sinceros e ser voce mesmo em qualquer circunstancias. vale a pena plantar sementes naturais e fortes e espera-las crescer. isso leva tempo, (e o tempo traz maturudade e serenidade) mas gracas a Deus, hoje jah colho o que foi semeado ha tanto tempo. soh o tempo, carrasco pra alguns, eh que poderia trazer-me esse presente tao perfeito.
eh... valeu a pena a troca, valeu a pena a espera, valeu a pena a abertura. declaro aqui que valeu a pena tudo, tudo, tudo que vivi e compartilhei com os que hoje compartilham comigo sua amizade.
como eh bom.
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-antes de prosseguir, devo pedir-lhes que perdoem-me pela falta de acentos, mas esqueci-me como usar os benditos nessa plataforma -
nos ultimos tempos tenho ouvido muitas declaracoes de amor. amor de homens, amor de pais e amor de amigos. quero gastar um pouco de tempo falando desses ultimos. assunto certo na mesa do bar nos happy hours da vida entre mim, Poly e Rebecca, acho que eh um dos poucos assuntos em que concordamos plenamente. os amigos sao uma luz intensa e linda que brilha muito e embeleza a vida. acho que a distancia, ou o tempo talvez, fez com que alguns dos meus queridos, hoje formulasses frases, textos, e-mails cheios (ou nao) de palavras que falam direto com as minhas emocoes e sempre culminam num sentimento meu de gratidao a Deus pela vida deles. como eh bom ser amada! como eh bom ter em nesses - nao precisam ser muitos - a intensidade de um amor puro e sincero que nasceu de tantas risadas, papos, trocas, e algumas vezes ate lagrimas. como eh gostoso ver as sementes ha algum tempo plantadas darem frutos tao belos.
coleciono essas declaracoes no album de figurinhas do meu coracao e pra mim, cada uma delas eh valiosissima, unica e inigualavel. simplesmente guardo-as porque tambem amo quem as fez.
essa semana recebi um e-mail lindo. talvez um dos mais lindos que esse meu querido me escreveu, uma declaracao de afirmacao de um amor fraterno que ha algum tempo existe. somos amigos confidentes, parceiros de muitas noitadas regadas com guarana do BRASIl, de risadas e gargalhadas incontaveis. esse eh meu amigo, o garoto zapping, troca de assunto como quem troca de musica num ipod. inteligente, ponderado, estiloso e cheirooooooso! querido, querido, querido! meu amigo incansavel e incondicional, disso sei. obrigada por tudo! sei que que voce vai ler esse post e por isso quero dizer, querido amigo marcelo que Deus me agraciou com sua amizade e com seu carinho.
eh... poucas coisas na vida sao tao gostosas quanto as surpresas que os amigos verdadeiros proporcionam pra nos. muitas vezes sao eles, os amigos, que nos fazem viver momentos inesqueciveis e que nos provam por a+b que vale a pena torcar sentimentos sinceros e ser voce mesmo em qualquer circunstancias. vale a pena plantar sementes naturais e fortes e espera-las crescer. isso leva tempo, (e o tempo traz maturudade e serenidade) mas gracas a Deus, hoje jah colho o que foi semeado ha tanto tempo. soh o tempo, carrasco pra alguns, eh que poderia trazer-me esse presente tao perfeito.
eh... valeu a pena a troca, valeu a pena a espera, valeu a pena a abertura. declaro aqui que valeu a pena tudo, tudo, tudo que vivi e compartilhei com os que hoje compartilham comigo sua amizade.
como eh bom.
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Wednesday, January 3, 2007
estante
há coisa de quase 6 anos percebi que na minha casa tinha uma estante. nunca tinha visto ela antes. comecei a olhar os volumes das coleções de livros, os arranjos, a poeira, as gavetas e notei que tinha muita coisa fora do lugar. o que eu mais gostava tava na última prateleira enquanto o que já poderia ter ido pra doação tava nas prateleiras de baixo. ao invés de tentar ficar remendando a arrumação ruim, resolvi puxar a estante de uma vez só no chão. e não é que ela veio mesmo? machucou um pouco porque algumas coisas caíram em cima de mim. nada que tenha sido muito sério e que eu já não tenha esquecido das dores e dos hematomas. hoje, a maioria não dói nem mais um tico. enfim, acho que só agora depois desse tempo todo é que consigo ver como está ficando a arrumação dessa estante.
como boa designer, sempre guardo uns papéis aí pra servirem de referência pra algum projeto futuro (que nem sei se vai surgir). é a tal da tralha. sempre guardo um pouco e é muito difícil de me livrar dela! além da tralha – que pode ficar jogada por trás dos livros sem ninguém ver – acho maravilhoso que existam as gavetas. as gavetas são grandes baús de memórias. geralmente é lá que fica o que não quero que empoeire muito ou que tem um formato diferente, ou o que não deve ficar tão à vista. tenho muitas gavetas e acho isso perfeito. confesso que tenho as minhas preferidas, que são as de mais fácil acesso. dá pra ir lá abrir, pegar o que tem dentro, olhar, admirar, curtir e depois guardar com mais carinho do que antes. no entanto, a versatilidade das gavetas é o que mais me apaixona. se depois de abri-la e vir o que tem dentro eu quiser mudar as coisas de lugar é muito fácil. pego e rearranjo o que quiser . talvez mais perto, talvez mais longe. depende da situação.
depois das gavetas, parto pros volumes e pros arranjos. lá em cima, o que pode ser visto, mas que raramente acesso, e a ordem assim vai decrescendo até chegar perto dos olhos e do coração. essa arrumação vai levar minha vida inteirinha, eu já sei. e sobe e desce, guarda, joga fora. tô preparada pra isso porque sei que uma hora a gente quer isso e daqui a pouco aquilo outro, não que sejamos inconstantes, mas somos dinâmicos e a vida sempre nos mostra mais de uma saída. mudamos o tempo todo, inclusive de opinião (ainda bem). isso vale pra defender a tal da tralha, coitada. é lindo quando em algum momento qualquer a gente se surpreende com ela porque finalmente foi útil. tudo tem um motivo. da mesma forma são as pessoas, não que pessoas sejam tralhas, mas elas podem ficar guardadas em um canto qualquer do coração ou da memória esperando o momento certo de revelar o porquê ocuparam esse espaço por tanto tempo. e nessa minha estante, as pessoas, como os livros podem estar algumas vezes mais perto de mim e outras mais longe. as pessoas, como os livros, podem demorar meses, anos muitas vezes, pra serem lidas e finalmente entendidas. as pessoas, como os livros, podem nos marcar e velar nosso sono da mesinha de cabeceira e depois, como numa doação, se tornarem guardiãos dos cuidados de outros. o fato de doar não significa, nem nunca significou esquecer-se de. ao contrário, é dizer que algo foi importante pra mim em algum momento, e que eu acredito que pode ser útil pra outras pessoas também.
arrumar essa estante não é nada fácil e é bastante cansativo, pra falar a verdade. em questão de minutos, o que tava lá em cima pode descer – e a escada pode ser o perdão, um e-mail ou um telefonema inesperado. o que tava cá embaixo pode subir, ir pra direita ou pra esquerda ou sair da estante. normal, novos livros surgem e a estante é uma só. haja estrutura pra agüentar tanta coisa! e é por respeitar a capacidade dela que há de reorganizá-la e limpá-la periodicamente. e como há gosto pra tudo nessa vida, nela sempre poderão coexistir os bestsellers e os folhetins mais xumbregas. o critério é meu e ninguém pode meter o nariz, aliás, nem a mão. deixem a minha estante porque dela cuido eu! não deixo empoeirar e tenho procurado deixá-la sempre da forma que mais me agrada, que mais me agrada vê-la quando me sento diante dela para admirá-la. guardo verdadeiros tesouros nela e algumas referências menos vistosas também. mas nunca me esqueço do que tenho lá. não posso e nem tenho como esquecer. aliás, nem quero.
costumo dizer que tudo tem uma lado bom e um lado ruim. não ter uma grande lista de bens me faz ficar ocupada com bens ainda maiores, porque, como diria shakespeare, não importa o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. pois é, concordando com cada palavrinha dele é que eu reafirmo que é muito bom parar nessa parte da minha casa e ver o que já consegui juntar ao longo desses 30 anos, ou melhor, muito melhor, quem já consegui ajuntar ao meu redor ao longo desses 30 anos (que logo, logo serão 31 – ui).
agradeço a Deus por cada “volume” da minha estante. sei que alguns são muito raros e outros únicos, mas independente disso, eu sei que se está lá é porque é importante pra mim e por isso estou em boa companhia.
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como boa designer, sempre guardo uns papéis aí pra servirem de referência pra algum projeto futuro (que nem sei se vai surgir). é a tal da tralha. sempre guardo um pouco e é muito difícil de me livrar dela! além da tralha – que pode ficar jogada por trás dos livros sem ninguém ver – acho maravilhoso que existam as gavetas. as gavetas são grandes baús de memórias. geralmente é lá que fica o que não quero que empoeire muito ou que tem um formato diferente, ou o que não deve ficar tão à vista. tenho muitas gavetas e acho isso perfeito. confesso que tenho as minhas preferidas, que são as de mais fácil acesso. dá pra ir lá abrir, pegar o que tem dentro, olhar, admirar, curtir e depois guardar com mais carinho do que antes. no entanto, a versatilidade das gavetas é o que mais me apaixona. se depois de abri-la e vir o que tem dentro eu quiser mudar as coisas de lugar é muito fácil. pego e rearranjo o que quiser . talvez mais perto, talvez mais longe. depende da situação.
depois das gavetas, parto pros volumes e pros arranjos. lá em cima, o que pode ser visto, mas que raramente acesso, e a ordem assim vai decrescendo até chegar perto dos olhos e do coração. essa arrumação vai levar minha vida inteirinha, eu já sei. e sobe e desce, guarda, joga fora. tô preparada pra isso porque sei que uma hora a gente quer isso e daqui a pouco aquilo outro, não que sejamos inconstantes, mas somos dinâmicos e a vida sempre nos mostra mais de uma saída. mudamos o tempo todo, inclusive de opinião (ainda bem). isso vale pra defender a tal da tralha, coitada. é lindo quando em algum momento qualquer a gente se surpreende com ela porque finalmente foi útil. tudo tem um motivo. da mesma forma são as pessoas, não que pessoas sejam tralhas, mas elas podem ficar guardadas em um canto qualquer do coração ou da memória esperando o momento certo de revelar o porquê ocuparam esse espaço por tanto tempo. e nessa minha estante, as pessoas, como os livros podem estar algumas vezes mais perto de mim e outras mais longe. as pessoas, como os livros, podem demorar meses, anos muitas vezes, pra serem lidas e finalmente entendidas. as pessoas, como os livros, podem nos marcar e velar nosso sono da mesinha de cabeceira e depois, como numa doação, se tornarem guardiãos dos cuidados de outros. o fato de doar não significa, nem nunca significou esquecer-se de. ao contrário, é dizer que algo foi importante pra mim em algum momento, e que eu acredito que pode ser útil pra outras pessoas também.
arrumar essa estante não é nada fácil e é bastante cansativo, pra falar a verdade. em questão de minutos, o que tava lá em cima pode descer – e a escada pode ser o perdão, um e-mail ou um telefonema inesperado. o que tava cá embaixo pode subir, ir pra direita ou pra esquerda ou sair da estante. normal, novos livros surgem e a estante é uma só. haja estrutura pra agüentar tanta coisa! e é por respeitar a capacidade dela que há de reorganizá-la e limpá-la periodicamente. e como há gosto pra tudo nessa vida, nela sempre poderão coexistir os bestsellers e os folhetins mais xumbregas. o critério é meu e ninguém pode meter o nariz, aliás, nem a mão. deixem a minha estante porque dela cuido eu! não deixo empoeirar e tenho procurado deixá-la sempre da forma que mais me agrada, que mais me agrada vê-la quando me sento diante dela para admirá-la. guardo verdadeiros tesouros nela e algumas referências menos vistosas também. mas nunca me esqueço do que tenho lá. não posso e nem tenho como esquecer. aliás, nem quero.
costumo dizer que tudo tem uma lado bom e um lado ruim. não ter uma grande lista de bens me faz ficar ocupada com bens ainda maiores, porque, como diria shakespeare, não importa o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. pois é, concordando com cada palavrinha dele é que eu reafirmo que é muito bom parar nessa parte da minha casa e ver o que já consegui juntar ao longo desses 30 anos, ou melhor, muito melhor, quem já consegui ajuntar ao meu redor ao longo desses 30 anos (que logo, logo serão 31 – ui).
agradeço a Deus por cada “volume” da minha estante. sei que alguns são muito raros e outros únicos, mas independente disso, eu sei que se está lá é porque é importante pra mim e por isso estou em boa companhia.
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o tamanho das coisas
um chaveiro do cristo redentor no bolso de um turista mineiro pode ser a coisa mais normal do mundo. mas se quando ele chega em casa, tirar o bendito (força de expressão) do bolso e o colocar em cima da mesa da cozinha, a formiga que passava despreocupada por lá vai pensar que o rio de janeiro mudou de lugar no mapa e vai correndo pegar a câmera pra tirar uma foto, uai.
a física diz que tudo depende do referencial. eu digo que tudo depende do olho de quem vê. o que pode ser uma coisinha pra mim, pode ser um grand cânion pra outrem. o fato é que quanto mais importância damos aos fatores externos, mais importantes eles parecem. é obvio mesmo. não é pra ser uma conclusão brilhante. só óbvia mesmo.
a convivência com quem só vê cânions é um tanto quanto árdua (na minha perspectiva). mas daí você pode escolher, tentar mostrar o que você vê ou deixar pra lá. sabe, eu já dei muita importância pra gente muito boba. gente que só tinha coisa boba pra dizer ou maldade na cabeça. hoje não faço mais isso. não vale à pena. melhor assim que dá pra economizar as energias para o bem. as pessoas podem fazer o que quiser – cada cabeça é um mundo – mas é a forma como eu reajo ao que é feito pra mim que me importa. verdade seja dita, nem sempre dá pra ter sangue frio e pensar no melhor pra si sem ser controlado pela emoção do momento. hines no seu livro sobre o poder emocional da embalagem diz que a emoção acelera o julgamento. e é verdade. quisera eu sempre conseguir ver as coisas com a serenidade dos olhos sábios e não com o impulso do pulso do coração.
desejo não ver as coisas nem maiores nem menores do que são. desejo ter a sabedoria que vem do alto pra vê-las tal qual elas são. essa percepção acurada das coisas é o que distingue os turistas das formigas. os grandes dos pequenos. eu me pergunto, o que pode ser tão grande assim que não cabe no meu bolso e o que pode ser tão pequeno que tenho dificuldade de ver sem um microscópio? tudo deve estar no seu lugar. nos tamanhos certos e apropriados pro meu tamanho. pro tamanho da minha percepção. é assim que deve ser.
é depois de escrever coisas assim que vejo quanto ainda sou pequena (mas não com o olhar tão formigal) e quanto espaço ainda tenho que crescer pra ser quem desejo ser. haja biotônico fontoura...
a física diz que tudo depende do referencial. eu digo que tudo depende do olho de quem vê. o que pode ser uma coisinha pra mim, pode ser um grand cânion pra outrem. o fato é que quanto mais importância damos aos fatores externos, mais importantes eles parecem. é obvio mesmo. não é pra ser uma conclusão brilhante. só óbvia mesmo.
a convivência com quem só vê cânions é um tanto quanto árdua (na minha perspectiva). mas daí você pode escolher, tentar mostrar o que você vê ou deixar pra lá. sabe, eu já dei muita importância pra gente muito boba. gente que só tinha coisa boba pra dizer ou maldade na cabeça. hoje não faço mais isso. não vale à pena. melhor assim que dá pra economizar as energias para o bem. as pessoas podem fazer o que quiser – cada cabeça é um mundo – mas é a forma como eu reajo ao que é feito pra mim que me importa. verdade seja dita, nem sempre dá pra ter sangue frio e pensar no melhor pra si sem ser controlado pela emoção do momento. hines no seu livro sobre o poder emocional da embalagem diz que a emoção acelera o julgamento. e é verdade. quisera eu sempre conseguir ver as coisas com a serenidade dos olhos sábios e não com o impulso do pulso do coração.
desejo não ver as coisas nem maiores nem menores do que são. desejo ter a sabedoria que vem do alto pra vê-las tal qual elas são. essa percepção acurada das coisas é o que distingue os turistas das formigas. os grandes dos pequenos. eu me pergunto, o que pode ser tão grande assim que não cabe no meu bolso e o que pode ser tão pequeno que tenho dificuldade de ver sem um microscópio? tudo deve estar no seu lugar. nos tamanhos certos e apropriados pro meu tamanho. pro tamanho da minha percepção. é assim que deve ser.
é depois de escrever coisas assim que vejo quanto ainda sou pequena (mas não com o olhar tão formigal) e quanto espaço ainda tenho que crescer pra ser quem desejo ser. haja biotônico fontoura...
Tuesday, January 2, 2007
passagem
passagem de ano.
2006 - 2007
sei que vou reler esse post daqui a 1 ano.
nada de festas ou badalação. em casa, algumas horas só. depois, irmã e sobrinha. os traven à meia-noite.
acho que a única coisa excepcional foi eu querer ensinar a baixinha de 3 anos a coreografia de YMCA. talvez isso fique na história. bem, certamente na história da minha lembrança. a bichinha não acertou nenhuma vez. desisti. voltei pro jantar comprado no mercado e esquentado no microondas... hum... é... isso é um grande avanço e excepcional também. viva a comida pronta de microondas!
ai, as descobertas de final-de-ano.
mas, foi aqui que escolhi. escolhi ficar em família, já que a família já tava muito desfalcada.
é... escolhi.
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2006 - 2007
sei que vou reler esse post daqui a 1 ano.
nada de festas ou badalação. em casa, algumas horas só. depois, irmã e sobrinha. os traven à meia-noite.
acho que a única coisa excepcional foi eu querer ensinar a baixinha de 3 anos a coreografia de YMCA. talvez isso fique na história. bem, certamente na história da minha lembrança. a bichinha não acertou nenhuma vez. desisti. voltei pro jantar comprado no mercado e esquentado no microondas... hum... é... isso é um grande avanço e excepcional também. viva a comida pronta de microondas!
ai, as descobertas de final-de-ano.
mas, foi aqui que escolhi. escolhi ficar em família, já que a família já tava muito desfalcada.
é... escolhi.
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escolhas
o ano que passou foi marcado por essa palavra. o momento da decisão pode até muito curto ou muito longo, mas provavelmente esquecido depois de algum tempo. o que dificilmente se esquece são os frutos dessas nossas escolhas. eu tive que escolher muito no ano que passou.
escolhi pensar em mim, seguindo o conselho de rebecca. escolhi pensar no meu futuro e na minha vida. escolhi ser amada e deixar tudo pra trás também. fiz escolhas certas e erradas. escolhas que deram frutos de arrependimento e outras que deram frutos surpreendentemente bons. faz parte do processo.
escolhi não esperar tanto dos outros, nem cobrar-lhes as minhas próprias atitudes. somos diferentes. escolhi entender que as pessoas também têm motivos pra fazer suas escolhas pessoais. escolhi não ficar chateada se as coisas não são do jeito que eu achava que tinham que ser. escolhi não pensar muito nos motivos dos outros. escolhi me basear mais em fatos do que em fantasias.
escolhi saber quem eu sou, não importa quanto tempo essa descoberta leve.
escolhi ser eu mesma, qualquer que seja a situação. escolhi perguntar as coisas e ouvir mais do que falar. escolhi observar o meu redor antes de dar o primeiro passo. escolhi deixar que outros dêem o primeiro passo primeiro. escolhi respeitar as minhas opiniões e dar razão à minha intuição - isso ainda é difícil.
escolhi ser mais prudente em determinadas coisas e mais inconseqüente em outras. escolhi deixar rolar e parar com a mania de querer controlar o incontrolável.
escolhi só me dar de verdade pra quem se dá pra mim de verdade. escolhi selecionar mais quem vai estar na minha festa. escolhi, sem pena, os que vão ficar de fora (sempre tem quem fica mesmo...). escolhi ter amigos, conhecidos e colegas sem peso na consciência. escolhi poucos pra serem meus amigos íntimos, e é bom que seja assim mesmo. escolhi ser muito de poucos, pra que sempre haja qualidade no tempo gasto e a certeza de uma sintonia fina que transcende o espaço entre os corpos.
escolhi estar com Deus, porque desse eu não largo mão nunca mais. escolhi a luz às trevas, a paz à angústia e sei que essa é a melhor das escolhas que poderia ter feito na minha vida.
escolhi escrever, pra que mais tarde possa voltar aqui e lembrar dessas sementes que plantei e que algumas ainda estão por germinar. escolhi compartilhar essas palavras com vocês, poucos, pra que soubessem como e onde estou, se é que isso realmente lhes interessa.
escolhi que vou escolher sempre, porque essa coisa de maria-vai-com-as-outras é coisa de freira em procissão.
ainda bem que posso escolher.
escolhi acabar aqui, mesmo sem um desfeixo, afinal de contas, esse texto começou sem muita pretensão de querer acabar mesmo.
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escolhi pensar em mim, seguindo o conselho de rebecca. escolhi pensar no meu futuro e na minha vida. escolhi ser amada e deixar tudo pra trás também. fiz escolhas certas e erradas. escolhas que deram frutos de arrependimento e outras que deram frutos surpreendentemente bons. faz parte do processo.
escolhi não esperar tanto dos outros, nem cobrar-lhes as minhas próprias atitudes. somos diferentes. escolhi entender que as pessoas também têm motivos pra fazer suas escolhas pessoais. escolhi não ficar chateada se as coisas não são do jeito que eu achava que tinham que ser. escolhi não pensar muito nos motivos dos outros. escolhi me basear mais em fatos do que em fantasias.
escolhi saber quem eu sou, não importa quanto tempo essa descoberta leve.
escolhi ser eu mesma, qualquer que seja a situação. escolhi perguntar as coisas e ouvir mais do que falar. escolhi observar o meu redor antes de dar o primeiro passo. escolhi deixar que outros dêem o primeiro passo primeiro. escolhi respeitar as minhas opiniões e dar razão à minha intuição - isso ainda é difícil.
escolhi ser mais prudente em determinadas coisas e mais inconseqüente em outras. escolhi deixar rolar e parar com a mania de querer controlar o incontrolável.
escolhi só me dar de verdade pra quem se dá pra mim de verdade. escolhi selecionar mais quem vai estar na minha festa. escolhi, sem pena, os que vão ficar de fora (sempre tem quem fica mesmo...). escolhi ter amigos, conhecidos e colegas sem peso na consciência. escolhi poucos pra serem meus amigos íntimos, e é bom que seja assim mesmo. escolhi ser muito de poucos, pra que sempre haja qualidade no tempo gasto e a certeza de uma sintonia fina que transcende o espaço entre os corpos.
escolhi estar com Deus, porque desse eu não largo mão nunca mais. escolhi a luz às trevas, a paz à angústia e sei que essa é a melhor das escolhas que poderia ter feito na minha vida.
escolhi escrever, pra que mais tarde possa voltar aqui e lembrar dessas sementes que plantei e que algumas ainda estão por germinar. escolhi compartilhar essas palavras com vocês, poucos, pra que soubessem como e onde estou, se é que isso realmente lhes interessa.
escolhi que vou escolher sempre, porque essa coisa de maria-vai-com-as-outras é coisa de freira em procissão.
ainda bem que posso escolher.
escolhi acabar aqui, mesmo sem um desfeixo, afinal de contas, esse texto começou sem muita pretensão de querer acabar mesmo.
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