o ano que passou foi marcado por essa palavra. o momento da decisão pode até muito curto ou muito longo, mas provavelmente esquecido depois de algum tempo. o que dificilmente se esquece são os frutos dessas nossas escolhas. eu tive que escolher muito no ano que passou.
escolhi pensar em mim, seguindo o conselho de rebecca. escolhi pensar no meu futuro e na minha vida. escolhi ser amada e deixar tudo pra trás também. fiz escolhas certas e erradas. escolhas que deram frutos de arrependimento e outras que deram frutos surpreendentemente bons. faz parte do processo.
escolhi não esperar tanto dos outros, nem cobrar-lhes as minhas próprias atitudes. somos diferentes. escolhi entender que as pessoas também têm motivos pra fazer suas escolhas pessoais. escolhi não ficar chateada se as coisas não são do jeito que eu achava que tinham que ser. escolhi não pensar muito nos motivos dos outros. escolhi me basear mais em fatos do que em fantasias.
escolhi saber quem eu sou, não importa quanto tempo essa descoberta leve.
escolhi ser eu mesma, qualquer que seja a situação. escolhi perguntar as coisas e ouvir mais do que falar. escolhi observar o meu redor antes de dar o primeiro passo. escolhi deixar que outros dêem o primeiro passo primeiro. escolhi respeitar as minhas opiniões e dar razão à minha intuição - isso ainda é difícil.
escolhi ser mais prudente em determinadas coisas e mais inconseqüente em outras. escolhi deixar rolar e parar com a mania de querer controlar o incontrolável.
escolhi só me dar de verdade pra quem se dá pra mim de verdade. escolhi selecionar mais quem vai estar na minha festa. escolhi, sem pena, os que vão ficar de fora (sempre tem quem fica mesmo...). escolhi ter amigos, conhecidos e colegas sem peso na consciência. escolhi poucos pra serem meus amigos íntimos, e é bom que seja assim mesmo. escolhi ser muito de poucos, pra que sempre haja qualidade no tempo gasto e a certeza de uma sintonia fina que transcende o espaço entre os corpos.
escolhi estar com Deus, porque desse eu não largo mão nunca mais. escolhi a luz às trevas, a paz à angústia e sei que essa é a melhor das escolhas que poderia ter feito na minha vida.
escolhi escrever, pra que mais tarde possa voltar aqui e lembrar dessas sementes que plantei e que algumas ainda estão por germinar. escolhi compartilhar essas palavras com vocês, poucos, pra que soubessem como e onde estou, se é que isso realmente lhes interessa.
escolhi que vou escolher sempre, porque essa coisa de maria-vai-com-as-outras é coisa de freira em procissão.
ainda bem que posso escolher.
escolhi acabar aqui, mesmo sem um desfeixo, afinal de contas, esse texto começou sem muita pretensão de querer acabar mesmo.
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