Friday, January 26, 2007

eras

acho que desde pequenos vivemos nossas próprias eras. algumas podem ser muito, muito, muito particulares, por exemplo, na minha vida, houve a era da maionese (acho que nunca contei isso pra ninguém - kkk), que durou só um ano (ainda bem), e foi quando eu tinha 17 anos. tudo tinha que ter maionese, uma coisa! hergth! outras vezes, as eras podem ser coletivas - a era do kitshoe, dos filmes dos trapalhoes no cinema, na década de 80... ou de um grupo fechado em especial.

hoje, enquanto ouvia um cd (festa, alegria, é o povo que se reune aqui), o mesmo do post abaixo, lembrei de um tempo, que vou chamar de era. esses últimos dias me provaram que ela definitivamente chegou ao seu fim. essa era a era de :::enquanto ainda éramos só filhos::: alguns dos amigos que fazem parte dessa era já tinham até seus próprios filhos, mas de alguma forma ainda se lembravam - de maneira bem intensa - que ainda eram filhos também. ainda podia ser um pouco mais doidos do que o normal, do que um pai ou uma mãe supostamente devem ser (como é que as pessoas pregam essas coisas por aí e permanecem em liberdade - interrogação! esses dias vi essa corrente pra frente estender seus elos pra lados tão diferentes e opostos que só o amor mesmo pra fortalecer cada um desses elos pra que não se partam. as responsabilidades parecem que de repente aumentaram e cada um tá cuidando da sua própria vida porque não dá mais pra viver no mundinho onde "tudo de bom vai acontecer aqui tão perto que vou ver tudo sem precisar de uma luneta". parece que o mundo real, dos pais e das mães, dos profissionais, designers, dentistas, advogados é espaçoso demais, extenso demais e ainda é multifacetado demais, porque por mais que a gente queira ver de verdade onde o outro tá, fisicamente não dá.

a era do todo mundo junto, cantando, pulando, jogando conversa fora, varando a madrugada, chegou ao fim. que pena... mas não, eu não demorei muito pra enxergar isso não - apesar de estar mais de 2 anos longe dos meus semelhantes, só agora eu mesma estou vendo que essa vida real, que não se vê de luneta, mas paga-se pra ver de pertinho, é tão real quanto a que eu vivia antes, e que as minhas próprias escolhas é que me fazem querer comprar mais créditos no skype pra falar com quem ficou, ou se espalhou. esse é meu novo mundo, vivido nesse novo tempo. essa outra era que se iniciou há pouco, não é cruel, como polly sempre pensou. ela só é diferente. bastaaaante diferente, devo dizer. não tenho idéia de quanto tempo ela vai durar, mas imagino que deva terminar no começo de uma nova, como já diria o semisonic - every new beginnig comes from some other beginning`s end.

posso definir era como um período de tempo que marcou e dividiu momentos importantes na história, e assim também o é no mundo de todo mundo. já vivi algumas e vivo outras tantas hoje mas cada uma delas faz parte do meu acervo histórico pessoal (AHP), que de vez em quando acesso lá na minha estante.



deixo mais uma parte da minha história hoje ir. ir para o meu arquivo. mas deixo sem pesar ou tristezas. organizo as pastas com graciosidade, serenidade e o sorriso gostoso de quem aproveitou bastante o que foi oferecido. cada evento - e impossível me lembrar de todos - será guardadinho com todo meu amor e carinho. essa era que inicia, conseguiu criar um espaço geográfico real entre mim e tantos queridos, mas duvido que conseguirá vencer os muros do meu coração. era é um assunto do tempo tic-tac, e só. quanto as questões do coração, pode deixar que nem o relógio, a poeira ou uma bússula vão me desorientar. quem tá dentro, tá dentro porque já deixaram marcas e isso... nã dá pra apagar assim.

::: sp : rj : ce : mg : pa : ga : sc : mi :::

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1 comment:

Anonymous said...

Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, amocê prima! Vc merece uma era de amor , vc é 10 amiga, que Deus continue cobrindo com o amor que só Ele pode te dar, bjs